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Gripe e COVID-19 evoluem da mesma forma em crianças?

05 de novembro de 2021 (Bibliomed). A maioria dos estudos de doença coronavírus de 2019 (COVID-19) foram direcionados a adultos, e os dados relativos a crianças e adolescentes são limitados. As manifestações clínicas de COVID-19 são geralmente mais leves na população pediátrica em comparação com adultos, e a hospitalização por COVID-19 afeta principalmente crianças com comorbidades preexistentes.

Estudo buscou caracterizar os dados demográficos, comorbidades, sintomas, tratamentos hospitalares e desfechos de saúde entre crianças e adolescentes diagnosticados ou hospitalizados com doença coronavírus 2019 (COVID-19) e compará-los em análises secundárias com pacientes diagnosticados com gripe sazonal anterior em 2017– 2018.

Foi avaliada uma coorte de rede internacional usando dados do mundo real de registros de cuidados primários europeus (França, Alemanha e Espanha), contas médicas de convênios sul-coreanas e norte-americanas e bancos de dados de hospitais. Foram incluídas crianças e adolescentes diagnosticados e/ou hospitalizados com COVID-19 com idade <18 entre janeiro e junho de 2020.

Foram estudados 242.158 crianças e adolescentes com diagnóstico de gripe e 9.769 hospitalizados com COVID-19 e 2.084.180 com diagnóstico de gripe. Comorbidades, incluindo distúrbios do neurodesenvolvimento, doenças cardíacas e câncer foram mais comuns entre aqueles hospitalizados com diagnóstico de COVID-19. Dispneia, bronquiolite, anosmia e sintomas gastrointestinais foram mais comuns no COVID-19 do que na gripe. Os tratamentos hospitalares prevalentes para COVID-19 incluíram medicamentos não específicos (<10%) e terapias adjuvantes: corticosteroides sistêmicos (6,8% -7,6%), famotidina (9,0% -28,1%) e antitrombóticos, como aspirina (2,0% -21,4 %), heparina (2,2% –18,1%) e enoxaparina (2,8% –14,8%). A hospitalização foi observada em 0,3% a 1,3% da coorte com diagnóstico de COVID-19, com letalidade em 30 dias indetectável (n <5 por banco de dados). Desfechos em 30 dias, incluindo pneumonia e hipoxemia, foram mais frequentes no COVID-19 do que na influenza.

O estudo concluiu que apesar da fatalidade ser mínima, complicações incluindo hospitalização, hipoxemia e pneumonia foram mais frequentes em crianças e adolescentes com COVID-19 do que com influenza. Dispneia, anosmia e sintomas gastrointestinais podem ajudar a diferenciar os diagnósticos. Uma ampla variedade de medicamentos foi usada para o tratamento de pacientes internados com COVID-19 pediátrica.

Fonte: Pediatrics. DOI: 10.1542/peds.2020-042929.

Copyright © 2021 Bibliomed, Inc.

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