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Recomendações para o uso de máscaras por crianças e adolescentes

02 de junho de 2020 (Bibliomed). A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou, no dia 29 de maio, uma nota de alerta com recomendações sobre o uso de máscaras por crianças e adolescentes. O documento tem por objetivo orientar pais e responsáveis sobre o uso adequado de máscara por crianças e adolescentes em meio à pandemia de COVID-19. Na publicação, os pediatras fornecem dicas a respeito de como usar o equipamento em cada faixa etária, como colocar e retirar, quanto tempo utilizar, entre outras orientações.

De acordo com a nota de alerta da SBP, o uso de máscara é recomendado para todas as pessoas acima de dois anos de idade e é capaz de reter grande parte das gotículas expelidas no espirro, tosse e fala, diminuindo significativamente os riscos de transmissão do novo coronavírus.

O documento ainda ressalta que as máscaras caseiras, indicadas pelo Ministério da Saúde, são eficazes desde que essas sejam feitas com pelo menos duas camadas de tecido e cubra totalmente a boca e o nariz, sempre bem ajustados ao rosto e sem deixar espaço nas laterais.

As máscaras caseiras não devem ficar úmidas e devem ser trocadas em até duas horas, devendo ser substituídas neste período. Máscaras que sofrerem danos, como furos e rasgos, devem ser descartadas. Após o uso, as máscaras caseiras devem ser higienizadas para reuso.

Para a SBP, o ideal é que as crianças e adolescentes permaneçam em casa, mas, caso seja necessário que saiam, as máscaras devem ser utilizadas e adaptadas a eles.

O documento também alerta para os cuidados com o uso de máscaras por faixa etária: crianças menores de dois anos de idade não devem usar máscaras, porque a salivação intensa, as vias aéreas de pequeno calibre e a imaturidade motora elevam o risco de sufocação; entre os dois e cinco anos, existe necessidade de supervisão constante; de seis a dez anos, a criança já poderá auxiliar no procedimento de uso, sob monitoração; acima de dez anos, a criança deve ser orientada, mas já é possível realizar todo o processo sozinha.

Crianças e adolescentes que apresentam atrasos no desenvolvimento e condições específicas, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual, transtornos do comportamento, podem ter mais resistência ao uso da máscara. Nessas situações, cabe tentar um treinamento e avaliar a adesão, de acordo com a resposta individual.

Entre as recomendações gerais da SBP sobre o uso de máscaras por crianças e adolescentes, constam:

- Adquirir máscaras de acordo com o tamanho do rosto da criança ou adolescente e certificar que está confortável;

- Lavar com água e sabão abundantes e/ou deixar de molho em solução de água sanitária (1 colher de sopa para 500ml de água) por 30 minutos;

- Após a secagem, passar ferro quente, de ambos os lados, armazenando em saco plástico limpo;

- Lembrar que as crianças vão aprender mais facilmente com a repetição e com ensinamentos e exemplos fornecidos de forma alegre e natural. Tenha paciência para ensiná-las a usar as máscaras com carinho e responsabilidade;

- Crianças podem se beneficiar do uso de uma máscara em ambientes em que encontrem outras pessoas a menos de 2 metros de distância (supermercados, farmácias, serviços médicos, ou qualquer ambiente fora de casa ou onde possa haver aglomeração de pessoas);

- Caso a máscara caia no chão durante o uso, ela deverá ser substituída por outra limpa, imediatamente;

- Ensinar as crianças a tossir e espirrar em um lenço de papel ou no braço e cotovelo, nunca nas mãos.

A Nota de Alerta "O uso de máscaras faciais em tempo de COVID-19 por crianças e adolescentes: Uma proposta inicial" pode ser acessada AQUI.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria. 29 de maio de 2020.

Copyright © 2020 Bibliomed, Inc.

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