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Câncer no Colo do Útero

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste artigo:

- Introdução
- Sintomas
- Diagnóstico
- Tratamento
- Prevenção

Introdução

O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano - HPV. É o quarto tipo de tumor maligno mais comum em mulheres ficando atrás dos canceres de pele não melanoma, mama e colorretal. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que são registrados cerca de 16.500 novos casos de câncer no colo do útero por ano, e que mais de 6.500 mulheres percam suas vidas para essa doença.

Sintomas

O câncer de colo do útero se desenvolve lentamente, o que pode torná-lo assintomático em fase inicial. Em casos mais avançados, a mulher pode apresentar sangramento intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor no abdômen e nas regiões pélvica e lombar, anemia, além de problemas urinários e intestinais.

Diagnóstico

O câncer de colo do útero pode ser identificado através do exame citológico (Papanicolau ou preventivo). Alterações nesses exames pode levar o profissional a solicitar outros exames mais específicos, como ultrassom, colposcopia e biópsias. Com a detecção precoce, as chances de cura do câncer no colo do útero podem chegar a 100%.

Tratamento

O tratamento para o câncer no colo do útero deve ser avaliado por um médico, que levará em consideração diversos fatores para decidir qual o tratamento com maior probabilidade de sucesso para cada mulher.

O tipo de tratamento depende do tamanho do tumor, da idade da paciente e do seus desejo de ter ou não filhos, além do estágio de evolução da doença, que pode ser:

- Estágio 0 ou Carcinoma In Situ: o carcinoma in situ é o câncer em sua fase mais inicial. As células anormais são encontradas apenas na primeira camada de células no revestimento da cérvice e não invadem tecidos mais profundos.

- Estágio I: o câncer envolve toda a cérvice mas não se espalhou pelos arredores. No Estágio IA, o câncer é pequeno, visualizado apenas com microscópico, nas camadas mais profundas da cérvice, enquanto que no Estágio IB o tumor possui um volume um pouco maior.

- Estágio II: o câncer se espalhou para locais vizinhos, mas ainda está confinado à pelve. No Estágio IIA, o câncer se espalhou e já atinge os dois terços superiores da vagina. No Estágio IIB, o câncer se espalhou nos tecidos circunjacentes ao colo uterino.

- Estágio III: o câncer se espalhou pela pelve, algumas vezes já comprometendo a porção mais inferior da vagina. As células também podem se espalhar, bloqueando os ureteres (tubos que conectam os rins à bexiga).

- Estágio IV: o câncer se espalhou para outras partes do corpo. No Estágio IVA, o câncer pode ser encontrado em órgãos próximos, como bexiga ou reto. No Estágio IVB, observa-se acometimento de órgãos mais distantes, como os pulmões.

- Recorrente: significa que o câncer voltou após ter sido tratado. Ele pode recorrer na cérvice ou em outros locais.

Os tratamentos aplicáveis ao câncer de colo uterino podem ser divididos em três grandes grupos:

- Cirurgia: o médico pode utilizar várias abordagens cirúrgicas, como conização (remoção de um fragmento de tecido em forma de cunha, contendo as células cancerosas), excisão eletrocirúrgica em alça (o câncer é retirado com uma alça conectada a uma fonte de corrente elétrica, que serve como um bisturi elétrico), excisão a laser (obedece, mais ou menos, ao mesmo princípio da alça), histerectomia (cirurgia onde o útero e a cérvice são retirados com o câncer). Se o útero é retirado através da vagina, a cirurgia é chamada Histerectomia Vaginal. Se ele é retirado através de um corte (incisão) no abdome, a cirurgia é chamada Histerectomia Total Abdominal. Em algumas ocasiões, os ovários e as trompas também são removidos – Salpingo-ooferectomia bilateral.  A Histerectomia Radical é uma operação onde a cérvice, o útero e parte da vagina são removidos, juntamente com os linfonodos da área. Nos casos em que o câncer se espalhou para além do colo uterino ou dos órgãos genitais femininos, pode ser necessário retirar parte do intestino grosso, reto ou bexiga.

- Radioterapia: consiste na utilização de raios X ou outras radiações de alta energia para matar células cancerosas e diminuir o tamanho dos tumores. A radiação pode vir de uma máquina (radiação externa) ou de materiais radioativos implantados no corpo (radiação interna). A radioterapia pode ser utilizada isoladamente ou associada à cirurgia.

- Quimioterapia: utiliza drogas para matar as células cancerosas. A quimioterapia pode ser administrada na forma de comprimidos ou de injeções na veia. Ela é chamada de tratamento sistêmico pois as drogas ganham a corrente sanguínea e viajam pelo corpo todo, matando células cancerosas fora da cérvice.

Prevenção

Como é causado pelo Papilomavírus Humano (HPV), a prevenção primária do câncer no colo do útero ainda está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo vírus, atravpes do uso de preservativos (camisinha masculina e feminina).

Desde 2014, o Ministério da Saúde ofere para meninas dos 9 aos 14 anos de idade a vacinação gratuita contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros podem causar verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis pode cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. A partir de 2017, o Ministério estendeu a vacinação a meninos com idades entre 11 e 14 anos, como uma forma de diminuir o contágio.

O exame citológico (Papanicolou ou preventivo) deve ser realizado anualmente quando iniciada a vida sexual ou a partir dos 25 anos.

Copyright © 2020 Bibliomed, Inc.     28 de outubro de 2020.