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Gordinhas que se orgulham de seus corpos têm vida sexual mais satisfatória

24 de agosto de 2012 (Bibliomed).  Gordinhas que aprenderam a ignorar pressão social de serem magras e passaram a amar seus corpos como eles são têm vidas sexuais mais satisfatórias.

Pesquisadores da Texas Christian University (EUA) desenvolveram um estudo sobre o tema, selecionando 36 mulheres que se identificavam como “gordas”. Elas foram selecionadas através de organizações que promoviam a aceitação de tamanho e pesavam entre 98 e 227 quilos.

Os depoimentos das mulheres mostraram que quase todas já sentiram vergonha de seus corpos, se ridicularizaram e fizeram diversas tentativas de emagrecerem. Apesar disso, 72% das participantes do estudo (26 pessoas) aprenderam a aceitar o corpo que tinham e assim conseguiram iniciar relacionamentos amorosos mais satisfatórios.

Porém, nem todas estavam satisfeitas com seus pesos, e algumas afirmaram terem passado por experiências sexuais negativas ou se absterem completamente de sexo.

A literatura médica tem estudos que mostram que a auto-imagem corporal está relacionada a menor satisfação sexual, já que altos níveis de desconforto com o próprio corpo diminuem o prazer obtido com a relação, diminuindo também a excitação, a confiança e a auto-estima.

Como o estigma social contra pessoas que estão acima do peso é muito forte, mulheres gordas são especialmente suscetíveis a serem negativamente afetadas por essa questão. Elas são comumente identificadas pela sociedade como preguiçosas, feias e assexuadas.

Para elas, desenvolver orgulho de seus corpos é um ato que faz com que elas se sintam mais poderosas e consigam se concentrar em desenvolver relacionamentos consigo mesmas e com seus parceiros que sejam positivos do ponto de vista emocional e físico.

Desenvolver o amor próprio pode proteger mulheres passando por esse problema das mensagens negativas sendo veiculadas na mídia ou que circulam na sociedade. A ajuda de um profissional pode ser indicada em determinados casos.

A pesquisa foi publicada no periódico Fat Studies.

Fonte: Live Science, 21 de agosto de 2012.

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