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Gatos não aumentam riscos de desenvolvimento de câncer cerebral

23 de agosto de 2012 (Bibliomed). De acordo com uma pesquisa médica realizada ano passado, um parasita encontrado no organismo de gatos poderia fazer com que os donos dos bichanos corressem mais riscos de desenvolverem câncer de cérebro. Porém, um novo estudo contradiz essa afirmação.

O parasita Toxoplasma gondii pode infectar diversos mamíferos, mas para que ele consiga se reproduzir ele precisa estar em um gato. Devido a essa questão, pesquisadores se alertaram para o fato de que donos de gatos poderiam então se infectar através do seu animal de estimação. O parasita também está associado a neurose, esquizofrenia e tentativas de suicídio.

Para avaliar os riscos, pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra) revisaram os registros nacionais de câncer no Reino Unido e avaliaram um estudo feito com 626.454 mulheres de meia idade.

A análise dos dados recolhidos não mostrou associações entre o câncer cerebral e gatos de estimação.

“Essa é uma descoberta importante por que a imprensa popular é atraída para manchetes (que dizem que) gatos de estimação são um risco para a saúde dos seus donos”, explica o pesquisador Frederic Thomas, um dos cientistas que desenvolveu a pesquisa que deu origem à especulações sobre o tema. Ele acredita que o novo estudo dá mais segurança para famílias que possuam gatos mas não anula a possibilidade de que o Toxoplasma gondii esteja relacionado ao câncer cerebral.

Para evitar a contaminação do parasita, a população deve higienizar legumes, verduras e frutas antes de ingeri-los e comer apenas carne bem cozida.

A pesquisa foi publicada no periódico Biology Letters.

Fonte: Live Science 21 de agosto de 2012

 

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