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Lâmpadas fluorescentes podem causar danos à pele

27 de julho de 2012 (Bibliomed). Vendidas como as mais vantajosas para o meio ambiente, as lâmpadas fluorescentes compactas (PL) podem potencialmente fazer mal à pele. Estudos têm demonstrado que o mercúrio liberado por essas lâmpadas pode exceder os níveis considerados seguros.

Pesquisa da Universidade Stony Brook, nos Estados Unidos, analisou o impacto que a exposição aos raios ultravioletas emitidos por lâmpadas fluorescentes compactas pode ter sobre a pele humana. Para tal, os pesquisadores compararam lâmpadas PL em locais diferentes e mediram a quantidade de emissões de raios ultravioletas (UV) e a integridade do revestimento de fósforo em cada bulbo.

Depois, os pesquisadores pegaram as mesmas lâmpadas e estudaram os efeitos da incidência da luz sobre as células saudáveis da pele humana, entre eles fibroblastos, um tipo de célula encontrada no tecido conjuntivo, que produz o colágeno, e queratinócitos, uma célula epidérmica que produz queratina, o material estrutural essencial na camada exterior da pele humana.

Os mesmos testes foram repetidos com lâmpadas incandescentes de mesma intensidade e potência, e com a adição de nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2), que são encontradas em produtos de cuidados pessoais para a absorção de UV, como os protetores solares.

Os resultados mostraram que níveis significativos de UVC e UVA (raios ultravioleta C e A), que aparentemente se originam de fissuras nos revestimentos de fósforo das lâmpadas, foram detectadas em todas as lâmpadas fluorescentes compactas analisadas. Além disso, o estudo revelou que a resposta das células saudáveis da pele à radiação UV emitida pelas lâmpadas fluorescentes é consistente com dados da radiação ultravioleta, mesmo com a presença de nanopartículas de dióxido de titânio.

As lâmpadas incandescentes de mesma intensidade, por usa vez, não apresentaram nenhum efeito sobre as células saudáveis da pele, com ou sem a presença de nanopartículas de dióxido de titânio. Segundo os pesquisadores, o estudo indica que se deve evitar o uso de lâmpadas fluorescentes a distâncias muito curtas e que o ideal é adicionar uma cobertura adicional de vidro, como um lustre, para torná-las mais seguras.
Fonte: Prontuário de Notícias, 24 de julho de 2012.

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