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Médicos criam comissão para determinar critérios de diagnóstico da anencefalia fetal

18 de abril de 2012 (Bibliomed). O aborto de fetos anencéfalos (sem cérebro) é um assunto polêmico. Contudo, no último dia 12 de abril, o Supremo Tribunal Federal descriminalizou a prática. Dessa forma, a mulher não precisará mais recorrer à justiça para garantir o aborto e poderá fazê-lo pela rede pública de saúde.

Agora, começa uma segunda etapa, ainda mais delicada: os médicos precisam se preparar para saber diagnosticar a malformação. Para tal, o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a criação de uma comissão para definir os critérios de diagnóstico da condição. A ideia é que o estabelecimento desses pontos traga mais segurança, tanto para os médicos quanto para as gestantes, e que a interrupção da gestação possa ser feita o mais precocemente possível.

Vale destacar que a decisão final de abortar ou não é da mulher. Ao médico cabe dar o diagnóstico correto e oferecer todo apoio técnico à gestante para que sua saúde não seja colocada em risco.

A Comissão proposta pelo CFM contará com membros da própria instituição, das sociedades médicas de pediatria, neurologia, ginecologia e obstetrícia, do Ministério da Saúde, e especialistas em ultrassonografia fetal.

Para formulação dos critérios, a Comissão fará uma revisão na literatura médica sobre o tema, utilizará dados científicos, além de experiências na prática médica.

"Com o estabelecimento desses critérios, os médicos terão mais segurança para o diagnóstico destes casos, facilitando a interrupção mais precoce de gestações, em coerência com a decisão das mulheres que se enquadrem nestas circunstâncias," afirmou o CFM em nota à imprensa.

Fonte: Diário da Saúde, 14 de abril de 2012

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