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Diabetes ainda não é tratada em países em desenvolvimento

06 de fevereiro de 2012 (Bibliomed). Quatro em cada cinco pessoas com diabetes vivem em países em desenvolvimento. Segundo pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos, as taxas de diabetes ainda apresentam variações amplas entre esses países.

De acordo com o Dr. Longijan Liu, coordenador da pesquisa, um em cada dez casos descobertos do diabetes não recebem tratamento. “O diabetes é hoje uma das doenças não transmissíveis mais comuns no mundo”, diz. “Ela é a quarta ou quinta causa principal de morte na maioria dos países de alta renda, mas ainda não há provas substanciais de que a doença seja uma epidemia nos países de media e baixa renda”, completa. O cientista sugere que o número de pessoas com diabetes deverá aumentar substancialmente nas próximas décadas.

Dr. Liu e sua equipe avaliaram dados de mais de 215 mil pacientes de 49 países. A prevalência de diabetes variou muito, sendo que, por exemplo, em Mali, na África, encontrou-se uma taxa uma baixa, de 0,27%, enquanto nas 15,54% nas Maurícias, país da Oceania.

Os pesquisadores observaram que a idade é um fator comum no diabetes, o que explicaria as taxas baixas no Mali, onde a expectativa de vida é muito pequena, apresentando uma média de 53 anos.

Os resultados do estudo mostraram que o chamado "peso negativo" - estar abaixo do peso, sobrepeso ou obesidade - foi associado com aumento do risco de diabetes. Pessoas com a doença e que estavam abaixo do peso foram os mais propensas a ficar sem tratamento.

Dr. Liu e seus colegas observaram que é importante identificar e suprir a falta de tratamento, porque o diabetes é um fator de risco independente para problemas de saúde e complicações adicionais, incluindo doenças cardíacas e renais. “Tais complicações estão resultando em incapacidade crescente, expectativa de vida reduzida e enormes custos de saúde para toda sociedade", diz.

O cientista afirma que a pesquisa vai continuar, focando-se agora sobre a epidemiologia e prevenção do diabetes e das doenças cardiovasculares. “Os próximos passos incluem analisar fatores de risco para o diabetes e encontrar formas eficazes de controlá-los, incluindo comportamentos de saúde, pessoais, sociais e fatores ambientais”, finaliza.

Fonte: Drexel Now, 3 de fevereiro de 2012

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