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Pressão dos pais torna as crianças exigentes quanto a alimentação

28 de setembro de 2011 (Bibliomed). Pais que pressionam seus filhos a comerem certas comidas podem estar incentivando as crianças a serem exigentes em relação à sua alimentação.

Pesquisadores da Universidade Loughborough (na Inglaterra) entrevistaram 104 mães de crianças entre três e seis anos. A maioria das participantes era branca, escolarizada e de peso saudável.

Uma análise das respostas dadas pelas mães mostrou que incentivar crianças a comerem coisas que elas não queriam aumentava significativamente as chances de elas se recusarem a comer. As respostas das mães mostraram também que esse tipo de atitude é mais comum em crianças com certo tipo de comportamento emocional e também em crianças cujos pais utilizam a alimentação como meio de formação de comportamento. Pais que não encorajavam dietas balanceadas também tinham mais dificuldade em fazer com que seus filhos comessem o que não queriam.

Para a pesquisadora Claire Farrow, um pouco de pressão dos pais é comum, mas depende da situação. “Se o objetivo é fazer com que a criança coma mais comida porque o pai quer, então isso mostrou ser contraprodutivo. Crianças deveriam poder parar de comer quando elas estão cheias se elas são capazes de regular seu apetite apropriadamente. Porém, se o objetivo é fazer com que a criança experimente um novo alimento que eles não querem, então algumas pesquisas recentes mostraram que o encorajamento gentil e recompensas positivas por elas experimentarem novos alimentos podem ser uma estratégia bem sucedida”.

A pesquisadora também explica que crianças saudáveis nascem com a capacidade de regularem sua fome e saberem quando estão cheias. A pressão que os pais exercem para que as crianças comam mais quando elas já estão satisfeitas podem fazer com que ela tenha problemas para controlar seu apetite no futuro.

Claire aconselha que os pais deixem as crianças definirem quando estão com fome e não as obriguem a comer se já estiverem satisfeitas. Na hora das refeições ofereça apenas as opções saudáveis de alimentação, deixando que elas escolham. Se as crianças não comerem, também não é indicado que os pais forneçam comidas insalubres para compensarem.

A pesquisa será publicada no periódico Appetite.

Fonte: Live Science 26 de setembro de 2011

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