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Notícias de saúde

Aditivos em cigarros preocupam médicos

26 de agosto de 2011 (Bibliomed).  No dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Este ano, a campanha feita por uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) será focada nos aditivos colocados nos cigarros pelos seus fabricantes.

O cardiologista Aristóteles Alencar, do comitê antitabaco da SBC explica que a função dos aditivos de sabor e dos aromatizantes é conquistar novos consumidores. Ele acredita que como as pessoas estão se tornando mais conscientes dos danos do tabagismo, o consumo caiu, e por isso é preciso conquistar novos adeptos. O alvo seria a população mais jovem, e como explica Alencar, “esses jovens rejeitariam o sabor amargo do tabaco natural, por isso os fabricantes o disfarçam com sabores agradáveis”. Alencar afirma também que atualmente o tabagismo é considerado uma doença pediátrica, já que 90% dos fumantes dizem ter iniciado o hábito antes de atingirem a vida a adulta.

Para os médicos, uma das maiores preocupações do tabagismo é que as doenças que surgem a partir dele levam de 10 a 15 anos para se manifestarem e serem diagnosticadas. Outro problema é que mesmo após a pessoa abandonar o cigarro ela continua sujeita ao surgimento de doenças relacionadas ao hábito durante pelo menos 5 anos. “Esse efeito a longo prazo do cigarro é que faz com que, apesar de milhões de brasileiros terem parado de fumar nos últimos anos, ainda não se registra redução na mortalidade induzida pelo tabaco, no Brasil, que só vai começar a aparecer nas estatísticas nos anos vindouros”, conta Aristóteles.

Existe atualmente um documento internacional, o “Convenção Quatro”, que busca proibir a adição de aditivos aos cigarros. O documento (que foi assinado pelo Brasil) quer evitar que crianças se sintam atraídas pelos cigarros e sejam induzidas ao vício.

Os perigos do narguilé

O narguilé, um cachimbo muito utilizado no oriente, está se tornando mais comum no Brasil. O método é erroneamente isto como uma opção mais saudável para o consumo do tabaco. As pessoas acreditam que como o cachimbo utiliza água, a fumaça é mais limpa e menos prejudicial para os pulmões. Na verdade, o narguilé aumenta os riscos do tabagismo, devido à grande concentração de alcatrão que fica depositada na piteira, que pode facilitar a propagação de doenças infecto-contagiosas, como a herpes labial.

Fonte: DOC Press 25 de agosto de 2011

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