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Estudo Confirma Efeito Benéfico de Consumo Moderado de Vinho

Por Alan Mozes

NOVA YORK (Reuters Health) - Pesquisadores dinamarqueses apresentaram, esta semana, novas evidências de que o consumo de leve a moderado de vinho pode reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer. Segundo o estudo, o vinho -- mais que cerveja ou destilados -- tem o maior potencial benéfico na prevenção de doenças e morte, indicou o relato.

De acordo com Morten Gronbaek, do Instituto de Medicina Preventiva, em Copenhague, "homens e mulheres que beberam vinho apresentaram taxas de mortalidade mais baixas que os que não beberam vinho".

Os pesquisadores examinaram os hábitos de mais de 13 mil homens e cerca de 11.500 mulheres que participaram de estudos entre 1964 e 1995.

Foram avaliados os níveis semanais de consumo de cerveja, vinho e destilados, assim como o hábito de fumar, níveis de atividade física, grau de instrução e peso e altura. As taxas de morte foram calculadas para o período do estudo.

Os pesquisadores verificaram que mais de 33 por cento das mulheres e pouco mais de 10 por cento de homens bebiam menos de um drinque por semana, enquanto cerca de 0,5 por cento das mulheres e menos de 10 por cento dos homens consumiam 35 drinques ou mais por semana.

No total, a equipe de pesquisadores verificou que cerca de 70 por cento dos 13 mil participantes que bebiam álcool, consumiram vinho entre outros produtos. As descobertas foram publicadas na edição de 19 de setembro do Annal of Internal Medicine (Anais de Medicina Interna).

De acordo com os pesquisadores, o consumo moderado de cerveja e destilados teve pouca influência sobre todas as causas de morte, mas os consumidores leves ou moderados de vinho apresentaram risco significativamente menor de morte por câncer ou por doenças do coração do que os que não bebiam vinho.

Os pesquisadores também observaram que, embora os consumidores de vinho apresentassem risco menor de morte por causas gerais do que apreciadores de cerveja e destilados, a taxa de risco aumentava à medida que crescia a quantidade de álcool consumida -- independentemente da inclusão ou não de vinho.

Os autores concluíram que talvez os flavonóides e os antioxidantes encontrados no vinho -- mas não na cerveja e nos destilados -- sejam os principais responsáveis pela redução dos riscos para a saúde.

Gronbeak e seus colegas, porém, são cautelosos, pois os efeitos benéficos do vinho para a saúde podem estar associados ao estilo de vida dos consumidores, especialmente em termos de dieta alimentar.

Sinopse preparada por Reuters Health

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