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Estigma de gênero e preconceito permeiam modalidades de luta

29 de junho de 2011 (Bibliomed). Estudo realizado na Escola de Educação Física e Esportes (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a mulheres que praticam algumas modalidades esportivas, em especial as lutas, são estigmatizadas e sofrem com o preconceito.

Conduzido pelo educador físico Marco Ferretti, o estudo mostra que a desvalorização das lutadoras vai desde a fase amadora, passando pelas atividades físicas na escola, e chegando a atingir as profissionais, acontecendo até nos Jogos Olímpicos.

Segundo Ferretti, algumas modalidades esportivas ainda carregam o predomínio de um dos gêneros, e isso pode acarretar em preconceito quando praticado por pessoa do sexo oposto. “Isso se deve à sexualidade ser relacionada ao gênero em nosso contexto social”, explica.

Para o pesquisador, a questão é cultural, já que meninos e meninas são criados de formas diferentes desde o nascimento. “Isso se deve à sexualidade ser relacionada ao gênero em nosso contexto social”, completa. Assim, muitas crianças são impedidas de praticar alguma modalidade esportiva que não é considerada apropriada para seu sexo, e quando o fazem são discriminadas.

Ferretti lembra que a escola geralmente não incentiva o esporte feminino e separa as modalidades de acordo com o gênero. “A maioria dos meninos aprende a gostar de atividades agressivas e competitivas, enquanto as garotas aprendem a gostar de atividades rítmicas ou relacionadas às tarefas domésticas”, diz. “As pessoas devem aceitar esta diversificação. Isso é uma prerrogativa e um reflexo de uma sociedade plural e democrática”, completa.

Fonte: Agência USP, 21 de junho de 2011

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