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Relacionamento entre pais postiços e enteados deve ser construído com cuidado

31 de março de 2011 (Bibliomed). O relacionamento entre um padrasto ou madrasta e enteados é algo complicado, especialmente quando há uma criança envolvida. Pesquisadores americanos da Universidade de Missouri fizeram um estudo para tentar entender como esse relacionamento se estabelece e como fazer dele algo positivo.

Os cientistas concluíram que as crianças vêem a presença do padrasto ou madrasta como positiva ou negativa a partir de do tratamento que recebem da pessoa e também do julgamento que eles próprios fazem do comportamento da pessoa. Os pesquisadores perceberam que a criança contribui para o estabelecimento da relação e age de acordo com um padrão de seis passos: aceitação da pessoa como pai ou mãe, gostar desde o início, aceitação com ambivalência, mudança de trajetória, rejeição e coexistência. O que vai levar a criança a aceitar a pessoa depende da situação geral da família e se a nova pessoa é vista como uma adição benéfica.

Porém, o relacionamento entre pais postiços e enteados depende de ambos para ser construído de forma positiva. “Crianças e pais postiços deveriam pensar nisso como (se estivessem construindo) uma amizade. Não existe fórmula perfeita para fazer isso, e mesmo que o enteado inicialmente rejeite o pai postiço, isso não deveria ser visto como algo permanente. Relacionamentos entre enteados e pais postiços podem crescer em aceitação, amizade e criação de laços, independentemente de como eles começaram. Relacionamentos negativos não têm que durar para sempre”, afirma Larry Ganong, co-autor do estudo.

Um fator que pode causar muitas complicações a uma relação já complexa é a presença de uma terceira pessoa que pode influenciar a criança de forma negativa, como um familiar ou pai biológico que é contra o padrasto ou madrasta.

O estudo sugere que para facilitar a aceitação da criança, os pais devem buscar aconselhamento com pessoas fora da família, como terapeutas e amigos, tentando não envolver a criança. Os pais devem se lembrar também que se a criança se afeiçoar ao pai postiço, isso não significa que seu amor pela mãe ou pai biológico diminuirá.

A pesquisa será publicada no Journal of Marriage and Family.

Fonte: EurekAlert! 29 de março de 2011

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