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Resolução de conflitos para crianças com DEL é mais difícil

23 de março de 2011 (Bibliomed). Crianças com Distúrbios Específico de Linguagem (DEL) sentem mais dificuldade na resolução de conflitos. É o que sugere estudo da fonoaudióloga Erica Macêdo de Paula, realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “O DEL é uma dificuldade primária de linguagem em que as crianças têm dificuldade de expressar oralmente o que sentem ou pensam, tornando-se, em alguns casos, agressivas ou retraídas, sendo necessário, o tratamento fonoaudiológico”, explica a pesquisadora.

Pacientes detectados com o distúrbio demoram a desenvolver a fala e, além de trocarem o vocabulário, apresentarem trocas gramaticais e, muitas vezes, dificuldade de compreensão. O DEL desenvolve-se independente de outros problemas. “O distúrbio não advém de quaisquer tipos de síndromes, deficiências mentais, psiquiátricas, articulatórias ou auditivas. O diagnóstico começa com a demora na fala, mas apenas se concretiza quando todas as outras hipóteses já se esgotaram”, diz Paula.

A pesquisa foi realizada com 80 crianças com idades entre 7 e 8 anos, sendo 60 diagnosticadas com DEL e as demais formando um grupo de controle que não apresentava o distúrbio. Contando cinco histórias a essas crianças, com temas que elas poderiam vivenciar, a pesquisadora questionou os pequenos como agiriam em cada situação.

As respostas foram pontuadas em uma escala de 0 a 4, as pontuações mais baixas (0,1 e 2) foram os recursos mais utilizados por crianças com DEL como bater, chorar, xingar, ou se isolar. Já as crianças com desenvolvimento normal de linguagem, além de respostas unilaterais, conseguem também ter uma atitude de maior cooperatividade e interagir em busca de uma solução comum para o problema.

Erica de Paula afirma que as crianças com DEL podem sofrer bullyng, se isolando nos ambientes em que freqüentam porque têm dificuldade de interagir e conversar. Além disso, a pesquisadora afirma que muitas são taxadas como “burras” já que podem apresentar baixo desenvolvimento intelectual. A pesquisadora explica que isso não é verdade. “São crianças inteligentes, apenas com um distúrbio de linguagem e esta rejeição social, muitas vezes, as tornam acuadas e com baixa auto-estima”, completa.

Fonte: Agência USP, 23 de fevereiro de 2011

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