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Pesquisa mostra que o amor pode não se esgotar com o tempo

18 de janeiro de 2011 (Bibliomed). Um estudo realizado na Stony Brook University, nos Estados Unidos, concluiu que é possível que casais que estejam casados há muito tempo ainda tenham fortes sensações românticas por seus parceiros, como se tivessem se apaixonado recentemente.

Através de ressonâncias magnéticas, os pesquisadores analisaram as reações de dez mulheres e sete homens que disseram ainda estar muito apaixonados por seus parceiros após uma média de 21 anos de casamento. Os resultados desse grupo foram comparados com os de um estudo anterior, que utilizou o mesmo método com dez mulheres e sete homens que haviam se apaixonado intensamente no ano da pesquisa.

A ambos os grupos foram mostradas imagens dos seus parceiros, de um amigo e de uma pessoa conhecida, mas não muito presente em suas vidas. A atividade cerebral foi medida durante esse procedimento.

Os resultados mapearam a atividade cerebral dos dois grupos em áreas do cérebro associadas a diversos sentimentos. Uma maior proximidade com o parceiro está ligada a recompensa, motivação e percepção. A atividade cerebral relacionada à duração do relacionamento foi associada ao entorpecimento trazido pelo uso de cocaína e também a sensações vivenciadas por pessoas que tem saudade de alguém que morreu. A frequência sexual está relacionada à fome, desejo e obsessão.

A dopamina, substância associada ao prazer, está muito presente em uma área do cérebro chamada ventral tegmental. Essa área foi mais ativada quando os participantes foram expostos a imagens de seus parceiros do que de amigos. Ela foi especialmente estimulada também nos indivíduos do grupo que possuía relacionamentos mais longos e que receberam notas altas de romantismo e proximidade nos questionários.

Pode ser que os cientistas nunca compreendam o funcionamento do amor romântico e o porquê de algumas pessoas continuarem apaixonadas e outras não. Mas pesquisas como essas podem ajudar em programas de terapia para pessoas envolvidas em casamentos longos e em casos como os de soldados que retornam de guerras, como no Iraque e Afeganistão.

Fonte: WebMD 14 de janeiro de 2011

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