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Alcoolismo na família pode aumentar os riscos de obesidade, diz estudo

03 de janeiro de 2011 (Bibliomed). Pessoas que têm casos de alcoolismo na família podem ser mais propensas à obesidade, pelo fato de muitas delas dirigirem seu vício à ingestão excessiva de alimentos calóricos - ao invés do consumo de álcool -, segundo estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. De acordo com os autores, considerando que exagerar no álcool ou nos alimentos muito calóricos estimula as mesmas regiões cerebrais, algumas pessoas - principalmente mulheres - com predisposição ao alcoolismo estão substituindo o álcool pelo “junk food”.

“Muito do que comemos hoje em dia contém mais calorias do que os alimentos que comíamos nos anos 70 e 80, mas também contém tipos de calorias - particularmente uma combinação de açúcar, sal e gordura - que apela para o que comumente chamamos de centros de recompensa do cérebro”, escreveu o pesquisador Richard Grucza, em dezembro, na revista Archives of General Psychiatry. “Álcool e drogas afetam as mesmas partes do cérebro, e acreditamos que, porque as mesmas estruturas estão sendo estimuladas, o consumo excessivo desses alimentos pode ser maior em pessoas com predisposição ao vício”, acrescentou.

Para avaliar essa relação, os pesquisadores conduziram um estudo entre 1991 e 1992 e entre 2001 e 2002 com quase 80 mil pessoas. E as análises mostraram que, no segundo período de pesquisa, as mulheres com histórico familiar de alcoolismo tinham 49% mais chances de serem obesas do que aquelas sem casos de alcoolismo na família. Entre os homens, essa relação também foi estabelecida pelo estudo, mas em menor grau.

De acordo com os especialistas, a pesquisa sugere que o alcoolismo e a obesidade podem ser heranças cruzadas, assim como o alcoolismo e o vício em drogas. E, isso poderia ser explicado, em parte, por mudanças ambientais, como o aumento no consumo de alimentos calóricos com baixo valo nutricional.

Eles destacam, ainda, que essa relação pode ajudar a explicar o crescimento da obesidade nos Estados Unidos, que afetava 15% da população nos anos 70, e passou a afetar 33% em 2004. E algumas drogas focadas na relação álcool-obesidade já estão sendo desenvolvidas e aguardam aprovação da FDA (órgão que regulamenta medicamentos nos EUA) para comercialização.

Fonte: Archives of General Psychiatry. Dezembro de 2010.

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