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Planejar viagens requer consultar um médico com antecedência, alerta especialista

16 de dezembro de 2010 (Bibliomed). Com a chegada do final de ano e das férias de verão, muitas pessoas começam os preparativos para viajar: pesquisar preço de passagens, reservar hotel, montar o roteiro da viagem, arrumar as malas, revisar o carro, etc. No entanto, muita gente se esquece que, durante uma viagem, podem ocorrer complicações de saúde mais graves e que resultam até em óbito em alguns casos. Para isso, o recomendável é consultar um médico antes de viajar.

Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, de 20 a 70 das pessoas apresentam algum problema de saúde no decorrer da viagem, principalmente relacionadas com diarreia. E mesmo as doenças infecciosas, que não são tão comuns, representam 1 a 3 das mortes entre os viajantes. Além disso, durante deslocamentos internacionais, cerca de 1 a 5 das pessoas procuram assistência médica.

De acordo com o médico infectologista Gustavo Johanson, especialista em Medicina do Viajante, embora o final do ano seja uma época própria para viagens, em que as festas e férias acontecem, os executivos que são deslocados para diversas partes do mundo sem aviso prévio também devem estar em dia com as vacinas e emcheck ups/em de saúde. "Apesar de viagens mais longas trazerem maior possibilidade de riscos à saúde do viajante, a medicina do viajante não é exclusivamente aplicada para um longo período de estada".

Orientações importantes

Para quem procura os serviços da medicina do viajante, primeiramente é submetido a uma triagem onde são obtidas informações sobre o itinerário, tempo de estada, tipo de viagem negócios, lazer, missão etc., histórico de saúde e de vacinação do viajante. "Com esses dados, é possível traçar um programa preventivo, fornecer orientações e indicar vacinas. Se as condições de saúde estiverem boas e o histórico vacinal em ordem, o paciente está apto para sair do país", afirma o especialista.

O médico explica que essa área da medicina atua não só na parte de imunização - indicando as vacinas necessárias de acordo com o destino do viajante -, mas também na medicina de altitude - aplicada ao mergulho -, na prevenção de trombose venosa profunda, na prevenção de doenças tropicais, entre outras questões de saúde do viajante.

Ele destaca uma questão que deve ser tratada com atenção é a prevenção a doenças tropicais, pois, em geral, os países em desenvolvimento da faixa tropical do planeta são os que oferecem maiores riscos de doenças, sendo as mais comuns adquiridas por meio da ingestão de água e alimentos. Por isso, recomenda-se não ingerir água que não seja industrializada ou fervida, ou com hipoclorito de sódio e não ingerir alimentos crus. É preciso, também, cuidar da dieta, evitar excessos na ingestão de bebidas alcoólicas, contato com animais, proteger-se de mosquitos e não entrar no mar ou em locais sem sinalização.

"Infelizmente, a maioria das pessoas desconhece essa área da medicina e não procura assistência médica. Isso talvez deva ocorrer por ignorar os riscos reais aos quais estará submetido e ou por desconhecimento de serviços de orientação de saúde do viajante", conclui o médico.

Fonte: RMA Comunicação/ Hospital 9 de Julho. Press release. 14 de dezembro de 2010.

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