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Artrite aumenta risco cardíaco, principalmente de mulheres com menos de 50 anos, diz estudo

19 de julho de 2010 (Bibliomed). Pessoas com artrite reumatoide - doença inflamatória nas articulações - têm seis vezes maior risco de sofrerem um ataque cardíaco, segundo estudo dinamarquês apresentado neste mês no Congresso Anual da Liga Europeia contra o Reumatismo (EULAR). E esse risco, segundo os pesquisadores do Hospital Universitário Gentofte, é maior entre mulheres com menos de 50 anos.

De acordo com o Instituto Nacional de Artrite e Doenças Osteomusculares e de Pele, embora seja, muitas vezes, reconhecida como uma doença das articulações - causando dor, inchaço, rigidez e perda de função das juntas -, a artrite reumatoide pode ter impacto também em outras partes do corpo. Alguns pacientes, por exemplo, desenvolvem anemia, dor de garganta, olhos e boca secos, vasculite, pleurisia e pericardite. “A artrite reumatoide é um fator de risco conhecido para o endurecimento das artérias, que pode levar a ataques cardíacos e derrames dez anos mais cedo do que em pessoas que não têm artrite”, revela o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto.

Com duração de dez anos, o novo estudo dinamarquês comparou pacientes com artrite reumatoide e pacientes com diabetes, de um total de mais de quatro milhões de pessoas - 10.547 tiveram artrite, e 132.868, diabetes. E os resultados indicaram que os primeiros tinham 1,65 vezes maiores riscos de sofrer um infarto do que a população geral, enquanto os diabéticos tinham 1,73 vezes mais chances de sofrerem esse evento cardíaco. No entanto, a análise das mulheres com menos de 50 anos que tinham a condição reumática revelou um risco seis vezes maior de ataque cardíaco. Entre os homens, o risco seria semelhante para os dois grupos: 1,66 e 1,59, respectivamente.

O médico dinamarquês Jesper Lindhardsen, principal autor do estudo, observou que o risco de ataque cardíaco em pacientes com artrite reumatoide é semelhante ao dos pacientes com diabetes, embora esses riscos sejam, muitas vezes, ignorado. “Diabéticos, no entanto, já são pacientes monitorados. São geralmente considerados pacientes para gestão do risco cardiovascular intensivo, enquanto aqueles com artrite reumatoide não são”, alerta.

“As novas descobertas apontam a importância da implementação das recomendações do EULAR nos consultórios dos reumatologistas de todo o mundo, pois a detecção precoce e o manejo dos fatores de risco cardiovascular são essenciais para o paciente com artrite reumatoide, especialmente mulheres com menos de 50 anos, que são alvos significativos de ataques cardíacos associados”, concluiu o especialista brasileiro Sergio Lanzotti.

Fonte: MW Consultoria de Comunicação. Press release. 15 de julho de 2010.

Copyright © 2010 Bibliomed, Inc.

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