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Viagens prolongadas podem provocar tromboembolia pulmonar, alerta especialista

07 de julho de 2010 (Bibliomed). Uma doença pouco conhecida pela população, mas que merece muita atenção é a tromboembolia pulmonar. Isso porque um dos fatores que desencadeiam o problema é a imobilidade prolongada, bastante comum em longas viagens. Daí o nome pelo qual já vem sendo chamada - “síndrome da classe econômica” -, em alusão às apertadas poltronas dos aviões nos vôos comerciais, que deixam passageiros praticamente imóveis, muitas vezes por mais de oito ou 10 horas.

De acordo com o médico Renato Maciel, presidente do Departamento de Circulação Pulmonar da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a tromboembolia pulmonar é causada pela formação de um coágulo que se desprende, em regra, da circulação venosa profunda dos membros inferiores. “O grande risco está no destino final deste coágulo. Se atingir os pulmões, fica caracterizada a embolia pulmonar, que pode levar à morte súbita”, destaca.  

Os principais sintomas são dor torácica, falta de ar, tosse, escarro sanguíneo e taquicardia. “Em caso de suspeita, exames como radiografias ou eletrocardiogramas podem ser necessários, assim como outros mais complexos, que incluem a dosagem do dímero D, ecocardiograma, angiotomografia do tórax, cintilografia pulmonar e, se necessário, rastreamento para avaliar a presença de trombose venosa por meio de ultrassonografia de membros inferiores”, explica o médico.

De qualquer modo, como essas medidas são impossíveis durante uma viagem, a prevenção ainda é a melhor alternativa. “Pessoas acima de 40 anos de idade com histórico familiar de tromboembolia venosa devem ter maior preocupação com o problema. Portadores de insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer e doenças que geram hipercoagulabilidade do sangue, como a trombofilia, são também pacientes com fatores de risco aumentados”, acrescenta Renato Maciel.

Para o especialista, a prevenção da tromboembolia pulmonar se traduz pela prevenção da trombose venosa profunda. “Especialmente em viagens longas, seja de avião ou de ônibus, é recomendável o uso de roupas mais largas, que não comprimam a circulação venosa. Também deve-se exercitar as pernas com movimentos que provoquem contrações da panturrilha, e levantar da poltrona para pequenas caminhadas de hora em hora pelos corredores”.

Fonte: Acontece Comunicação e Notícias. Press release. 06 de julho de 2010.

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