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“Bom” colesterol pode ajudar a prevenir o câncer, indica estudo

15 de junho de 2010 (Bibliomed).  Manter altos níveis de “bom” colesterol (HDL) - além de ter conhecidos efeitos benéficos na prevenção a problemas cardiovasculares - pode reduzir o risco de desenvolvimento do câncer, segundo estudo publicado este mês no Journal of the American College of Cardiology. Os cientistas da Universidade Tufts, nos EUA, já tinham demonstrado anteriormente uma associação entre baixos níveis de colesterol “ruim” (LDL) e um maior risco de câncer. Entretanto, os especialistas destacam que essas evidências não indicam que os tratamentos para redução do colesterol podem causar a doença.

No estudo, a análise de 24 estudos - envolvendo cerca de 76 mil pessoas selecionadas para tomar estatinas (drogas para o controle do colesterol) e 70 mil que tomavam pílulas sem efeito terapêutico - mostrou que  os riscos de ter qualquer tipo de câncer em cinco anos reduzia com o aumento dos níveis de “bom” colesterol. As quantidades recomendadas são acima de 40 mg/dL para os homens e de pelo menos 50 mg/dL para as mulheres. E os resultados indicaram que, a cada aumento de 10 mg/dL nos níveis de HDL, havia uma redução de 36% nos riscos de câncer. Por exemplo, entre as pessoas com 30 mg/dL, a taxa de câncer seria de 15 casos para 10 mil pessoas por ano, contra uma taxa de apenas 10 casos para pessoas com HDL acima de 50 mg/dL.

“Realmente, quanto maior, melhor”, destacou o pesquisador Richard Karas, acrescentando que, para aumentar os níveis de HDL, é importante realizar atividades físicas, alimentar-se de forma equilibrada, manter um peso saudável, beber moderadamente e não fumar; e o tratamento com estatinas aumenta apenas modestamente os níveis de “bom” colesterol. De acordo com os autores, “a droga mais eficaz em aumentar o HDL atualmente disponível é a niacina”, mas apenas 10% dos pacientes apresentam esses benefícios.

De forma geral, ainda não estão claras as razões da associação entre altos níveis de HDL e o menor risco de câncer. Entretanto os pesquisadores acreditam que isso se deva aos efeitos antioxidantes desse tipo de colesterol, ou ao seu papel em auxiliar o sistema imunológico a destruir células anormais no organismo. Enquanto mais pesquisas são necessárias para desvendar o papel do HDL contra o câncer e das estatinas nesse contexto, os pesquisadores recomendam abordagens no estilo de vida que aumentem esse tipo de colesterol, pois ele “tem um impacto significativo na prevenção da maioria das doenças crônicas associadas ao envelhecimento”.

Fonte: Journal of the American College of Cardiology. Edição prévia de 22 de junho de 2010.

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