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Dentistas devem incentivar pacientes a parar de fumar, diz especialista

26 de maio de 2010 (Bibliomed). Os danos que o cigarro causa ao organismo humano já são conhecidos de grande parte da população. Entretanto, o que muita gente ainda não sabe é que o cigarro promove e acelera o desenvolvimento de doenças bucais, principalmente por diminuir a capacidade de defesa do indivíduo nessa região, segundo especialistas. De acordo com a dentista Maristela Lobo, especialista em odontologia estética, uma substância derivada da nicotina denominada cotinina diminui a vascularização e o aporte sanguíneo à gengiva, ao osso que circunda os dentes e à mucosa oral. E isso diminui a possibilidade de defesa contra infecções, favorecendo a instalação silenciosa da doença periodontal.

Por essa razão, a especialista defende que os dentistas devem alertar os pacientes para os riscos do cigarro para a saúde bucal e incentivá-los a parar de fumar. “O nosso papel, enquanto profissionais de saúde, é informar, de maneira clara e objetiva, todos os prejuízos causados pelo cigarro na boca e na saúde geral, e motivar o paciente a parar de fumar, fornecendo ferramentas de ajuda à síndrome de abstinência, ou seja, à sensação de ansiedade e de perda que acompanha o abandono do vício nos primeiros meses”, ressalta.

De acordo com especialistas, além de o cigarro promover o surgimento de problemas bucais, ele prejudica o tratamento da doença periodontal, pois atrapalha a cicatrização. “O protocolo de tratamento é semelhante nos indivíduos não fumantes, embora tenha duas principais particularidades: a primeira é que os cirurgiões-dentistas darão início a uma campanha de apoio ao abandono do hábito e do vício; a segunda é que o paciente deve estar ciente de que a cicatrização em fumantes também é afetada pela falta de vascularização, gerando um atraso de duas a três semanas para o reparo completo de qualquer ferida cirúrgica intraoral”, explica a dentista.  

Hábito e vício

Os especialistas defendem que, quando o paciente relata que fuma de cinco a 10 cigarros por dia, ele está informando que o hábito é mais forte que o vício, portanto, é mais fácil largar o cigarro. Mas, se o indivíduo relata fumar uma quantidade superior a 20 cigarros por dia, o vício químico é caracterizado, dificultando o processo de parar de fumar.

De acordo com Maristela Lobo, se o paciente demonstra a “força do hábito” do cigarro, uma boa opção é o cigarro eletrônico - pequeno aparelho elétrico que produz fumaça, e que possui cartuchos que podem estar vazios ou carregados com diferentes níveis de nicotina. Porém, em indivíduos dependentes quimicamente da nicotina, o cigarro elétrico não parece ser suficiente. A dentista destaca que, nesses casos, deve-se obter auxílio médico, com indicação expressa do dentista, para que o indivíduo faça uso de medicações específicas para o controle da ansiedade.

Fonte: Estilo Press. Press release. 25 de maio de 2010.

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