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Maioria dos tratamentos contra a queda de cabelo não são satisfatórios, diz pesquisa

07 de abril de 2010 (Bibliomed). A maioria das terapias que prometem a cura da calvície não é eficaz, segundo pesquisa da revista americana Consumer Reports. Em entrevistas com mais de 8 mil pessoas que apresentavam queda de cabelo, os pesquisadores descobriram que 40% das mulheres e 27% dos homens haviam tentado usar algum produto ou tratamento para parar ou reverter a queda de cabelo - mais da metade usou produtos não prescritos, 20% usaram a conhecida droga finasterida e 2% se submeteram a implantes -, porém mais da metade dos homens disseram que o tratamento não funcionou como esperado.

Avaliando as opções de tratamento, os pesquisadores observaram que os participantes relataram a principal droga prescrita - finasterida - como a melhor alternativa - 27% dos usuários classificaram esse tratamento como muito eficaz. Em relação ao minoxidil - única droga aprovada para o tratamento da calvície feminina -, apenas 4% dos usuários relataram que o medicamento era muito eficaz, com 42% dos usuários reclamando que esse tratamento não havia funcionado. Entre os participantes que haviam usado suplementos dietéticos e de ervas, 6% relataram bons resultados. E, quanto aos medicamentos que tratam as causas da queda de cabelo, a taxa foi de 12%.

De acordo com os autores, diante da insatisfação com os tratamentos - mesmo com os implantes, que deixaram muito satisfeitos apenas 49% daqueles que se submetem ao procedimento -, é hora de as pessoas começarem a aceitar um pouco mais a calvície. “É uma questão profundamente pessoal e devastadora para muitos, que querem acreditar, desesperadamente, que há uma panaceia lá fora. Infelizmente, não há uma fórmula mágica. No final do dia, o melhor remédio pode ser, na verdade, a aceitação”, destacou o pesquisador Tod Marks, editor da publicação.

Efeitos adversos

Na pesquisa, cerca de 60% das mulheres e 67% dos homens afirmam recorrer aos tratamentos para queda de cabelo por “não terem nada a perder”. Entretanto, segundo os especialistas, isso não é verdade. A finasterida, por exemplo, deve ser tomada por, pelo menos, três meses, e seus efeitos não duram muito após a interrupção do uso; ela pode ser usada apenas pelo homem, e pode causar - embora não seja muito comum - depressão e impotência sexual. O minoxidil, por sua vez, também tem efeitos que duram apenas durante seu uso, e apresenta, como efeitos adversos, ressecamento, coceira e irritação no couro cabeludo, além de crescimento de pelo no rosto. E os transplantes são caros e pode haver a necessidade de serem repetidos.

De acordo com os especialistas, o melhor remédio, além da aceitação, é consultar um médico especializado, que poderá orientar o paciente sobre os melhores tratamentos e seus potenciais efeitos adversos. Eles destacam, ainda, que não há fórmula mágica, mas a finasterida, o minoxidil e os implantes ainda permanecem sendo as alternativas mais úteis contra a calvície.

Fonte: Consumer Reports Hair Loss Survey. Edição prévia de maio de 2010.

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