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Estresse e infecções podem provocar doença inflamatória na pele, alerta especialista

29 de outubro de 2009 (Bibliomed). O estresse é o fator desencadeante de psoríase mais comum em adultos, e as infecções de garganta são as que mais provocam essa doença inflamatória nos jovens, segundo a dermatologista Ana Cláudia Lyon de Moura, coordenadora do IV Congresso da Academia Brasileira de Dermatologia – realizado de 28 a 31 de outubro em Belo Horizonte. Doença inflamatória sistêmica decorrente de alterações imunológicas e de hiper-proliferação das células da pele, a psoríase afeta de 2% a 10% da população mundial – igualmente homens e mulheres –, e causa lesões avermelhadas, elevadas e descamativas na pele e no couro cabeludo, podendo se manifestar como coceira e provocar alterações nas unhas e dor nas articulações.

Em um estudo realizado no ano de 2007 pela USP, por exemplo, foi observado que 68% dos pacientes com ataques de psoríase conseguiam recordar algum evento estressante ocorrido pouco antes do aparecimento dos sintomas. E 62% apresentaram melhora do quadro após a inclusão em programa de psicoterapia. Por isso, técnicas de relaxamento e apoio social podem ajudar na abordagem a esses pacientes.

"Há diversos fatores desencadeantes associados. O estresse é o mais importante nos adultos e as infecções – principalmente de garganta – nos jovens de até 20 anos", explicou a especialista, acrescentando que o histórico familiar é importante, e que alguns medicamentos, como anti-inflamatórios, anti-hipertensivos e medicamentos psiquiátricos podem provocar crises de psoríase. Além disso, segundo a dermatologista, o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo "costumam agravá-la e dificultar substancialmente seu controle".

Afetada mais comumente na segunda e na quinta década de vida, a maioria dos pacientes tem formas leves da doença, comprometendo menos de 2% da superfície corporal, e sem alteração significativa da qualidade de vida. Cerca de 25% dos pacientes apresentam formas moderadas a graves, e devem ser cuidadosamente monitorados, pois a doença não tem cura, e os pacientes têm risco aumentado de hipertensão arterial, diabetes, aumento do colesterol, infarto e derrame. Para esses pacientes com psoríase, há diversas opções de tratamento, incluindo uso de cremes hidratantes, cremes de corticoide, xampus de alcatrão e, nos casos mais graves, luz ultravioleta, medicamentos orais ou injetáveis.

Saúde da pele, unhas e cabelos

Abordando aspectos relevantes para a saúde da pele unhas e cabelos, a Academia Brasileira de Dermatologia realiza, entre os dias 28 e 31 de outubro, no Hotel Tauá em Belo Horizonte, o V Fórum Internacional sobre Envelhecimento Cutâneo, o IV Congresso da Academia Brasileira de Dermatologia e o I Simpósio sobre Doenças dos Cabelos e Unhas. Os eventos tratarão do que há de melhor no mercado em tecnologia, procedimentos, protocolos e terapêuticas para o rejuvenescimento cutâneo e para o tratamento das dermatoses, com vistas à grande preocupação mundial pela beleza e a  longevidade.

Em ocasião ao Dia Mundial da Psoríase, nesta quinta-feira, 29, está previsto, na programação dos eventos, diversas discussões sobre as doenças associadas à condição, sobretudo o risco aumentado de doenças cardiovasculares, além de um painel sobre o tratamento com imunobiológicos – a mais moderna terapia para pacientes com a condição, e que possui eficácia muito alta e raríssimos efeitos colaterais. Mais informações pelo telefone (31) 3227-0092 ou no site www.congressoabd.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Congresso da Academia Brasileira de Dermatologia. Outubro de 2009.

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