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Refluxo atrapalha vários aspectos da qualidade de vida da criança, aponta estudo

14 de outubro de 2009 (Bibliomed). A doença do refluxo gastroesofágico é uma condição crônica comum em crianças e que afeta consideravelmente sua qualidade de vida nos aspectos físicos, sociais e emocionais, segundo especialistas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Em estudo apresentado este mês no Congresso Brasileiro de Pediatria, os pesquisadores avaliaram diversos fatores da vida de crianças com a condição – marcada por alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal para o esôfago.

Analisando o conteúdo de entrevistas realizadas com 78 pais de pacientes com alergia alimentar em acompanhamento no Hospital das Clínicas da UFG, os pesquisadores descobriram que a doença afeta consideravelmente a vida social, emocional, física e escolar das crianças. “A doença do refluxo gastroesofágico é uma doença crônica que causa grande impacto negativo em diferentes esferas da qualidade de vida”, destacaram os autores.

No aspecto físico, por exemplo, os pesquisadores observaram que 37% das crianças não apresentavam dificuldades, porém mais de 25% tinham dor física (pernas, abdome, cabeça); 30,5% apresentavam dificuldades no desenvolvimento físico, com problemas para correr, brincar, quedas e cansaço fácil; e quase 7% tinham pouca energia e disposição.

As análises mostraram também que, em relação às emoções, apenas 2,4% não tinham problemas, com mais de 40% se apresentando nervosos, teimosos, inquietos ou irritados, e 10,7% sendo agressivos, e se envolvendo em brigas. Além disso, mais de 28% dos participantes apresentavam sentimentos como medo, carência e tristeza, e 13% tinham dificuldades e resistência a novas dietas – essencial para o controle do refluxo. No aspecto social, houve sete subcategorias: sem dificuldades (41,17%); discriminação, preconceito e quebra de dieta (7,84%); segregação, isolamento e não acompanhar atividades com os amigos (19,60%); timidez (7,84%); egoísmo (7,84%); teimosia e nervosismo (7,84%); família com poucos recursos para custear dieta especial (7,84%).

De acordo com os pesquisadores, todos esses aspectos físicos, emocionais e sociais acabariam afetando a vida escolar dessas crianças. Apesar de metade delas ter apresentado desenvolvimento normal, foi grande o número de crianças com dificuldade de concentração, com baixo rendimento e dispersão (38,88%). Por isso, os autores sugerem que os pais e médicos estejam atentos a essas alterações para abordar de forma adequada o refluxo e seus resultados negativos para a qualidade de vida da criança.

Fonte: 34º Congresso Brasileiro de Pediatria. Tema livre 558. Outubro de 2009.

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