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África pede ajuda ao mundo contra a Aids e a fome

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Líderes africanos lamentaram na quarta-feira a pobreza, a Aids e os conflitos na África -- o continente mais pobre do mundo -- e fizeram apelos emocionados por ajuda global.

Os presidentes da Namíbia, Sam Nujoma, que está presidindo a Cúpula do Milênio em Nova York, e do Quênia, Daniel Arap Moi, disseram que a África merece assistência internacional.

"Não podemos celebrar nossos avanços notáveis na ciência, tecnologia e em outras áreas humanas, enquanto milhões de seres humanos continuam a viver num mundo de privação e até de fome", disse Nujoma.

"A evidente disparidade entre o norte e o sul é o assunto mais quente de nosso tempo."

O objetivo da Cúpula do Milênio é encontrar meios para reduzir a pobreza, as doenças e a fome no mundo até o ano de 2015.

Na África, a maioria das pessoas vive com menos de 1 dólar por dia. Quarenta por cento dos recursos dos governos do continente são alocados para pagamento de dívidas.

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado em julho, as nações ricas precisam dobrar os investimentos -- para 20 bilhões de dólares -- na próxima década para dar início ao crescimento econômico da África e brecar a dependência de ajuda estrangeira.

Nujoma pediu para as indústrias farmacêuticas ocidentais reduzirem os preços das drogas que combatem a Aids, a fim de torná-las acessíveis aos africanos.

A Aids afeta 24,5 milhões de pessoas naquele continente, de um total de 34,3 milhões de portadores do HIV no mundo inteiro.

Segundo especialistas, a África precisa de 3 bilhões de dólares por ano para combater a doença.

Os líderes africanos terão encontros paralelos para discutir os conflitos no Congo, em Angola, Serra Leoa, e a guerra entre Etiópia e Eritréia.

Sinopse preparada por Reuters Health

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