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Um pouco de estresse pode ser bom para a memória, indica estudo

27 de julho de 2009 (Bibliomed). O estresse crônico tem efeitos reconhecidamente negativos para o corpo e para a mente. Porém, segundo um novo estudo da Universidade de Buffalo, nos EUA, um pequeno incidente estressante (estresse agudo) pode melhorar o aprendizado e a memória.

Em testes com ratos, os cientistas mostraram que o estresse agudo pode ter efeitos benéficos através do efeito do hormônio do estresse corticosterona (cortisol, em humanos) no córtex pré-frontal do cérebro, região que controla o aprendizado e as emoções. O estresse agudo aumentaria a transmissão do neurotransmissor glutamato, melhorando a memória de trabalho.

No estudo, os cientistas treinaram ratos até que eles conseguissem completar o percurso de um labirinto em 60% a 70% das vezes. Quando os roedores conseguiram esse nível de eficácia em dois dias seguidos, alguns deles foram forçados a nadar por 20 minutos – o que serviu de estresse agudo – antes de serem colocados no labirinto mais uma vez. E os resultados mostraram que os ratos estressados cometiam menos erros no percurso do que os não estressados, tanto poucas horas pós-estresse, como um dia depois.

“Os hormônios do estresse têm efeitos protetores e prejudiciais sobre o organismo”, explicou a pesquisadora Zhen Yan, líder do estudo. “Esse trabalho e outros que temos desenvolvido explicam porque precisamos do estresse para um melhor desempenho, mas não queremos ser estressados”, completou.

Para testar os mecanismos implicados nesse efeito do estresse, os cientistas injetaram, nos ratos, antes da natação, um composto que bloqueia a corticosterona ou uma solução de água com sal. O grupo da solução salina – no qual o hormônio do estresse não foi bloqueado – teve melhor desempenho no labirinto, mostrando a importância do estresse para a memória.

E testes complementares mostraram que, ao contrário do estresse crônico, que é uma condição mais permanente, o estresse agudo – como o de um pequeno evento estressante – melhora a transmissão de glutamato no cérebro, melhorando a memória. “Todos esses estudos trariam novas pistas sobre as ações complexas do estresse em diferentes circunstâncias que podem ser aplicáveis para humanos no futuro”, concluíram os autores.

Fonte: University at Buffalo. News release. 23 de julho de 2009

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