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Medidas governamentais pretendem reduzir o consumo de cigarro

29 de maio de 2009 (Bibliomed). Em 2009, as entidades médicas, os órgãos governamentais e a comunidade não-fumante têm um motivo a mais para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio. O Governo Federal aumentou a taxação sobre o produto, gerando uma alta de 30% no valor final. A economia nacional ganha, e a saúde da população também se beneficia.

Por sua vez, no estado de São Paulo, foi sancionada, no dia 7 de maio, a lei antifumo, que proíbe o consumo de cigarros, charutos ou similares em quaisquer ambientes coletivos, públicos ou privados, total ou parcialmente fechados.

“Essa série de medidas faz parte das estratégias recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para combater o tabagismo nos países em desenvolvimento, aliadas às campanhas educativas. Por exemplo, o Brasil ocupa o sexto lugar no ranking mundial de cigarro mais barato e, com o aumento (do preço), a população é diretamente afetada”, explica o médico Sérgio Ricardo Rodrigues de Almeida Santos, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Na década de 90, estudos da OMS indicaram que 10% de aumento no preço final do cigarro equivale à redução de 3% no número de fumantes. Com o impacto nas finanças, a maioria dos consumidores de tabaco – no Brasil, 14,3% da população – reduz ou interrompe o hábito de fumar. “Um dos fatores que influenciam na compra do cigarro é a questão do preço. Jovens adultos, assim como a população de baixa renda, sentem o impacto em suas finanças e sentem-se motivados a abandonar o fumo”, argumenta Sérgio Santos.

“A aprovação da lei e as outras ações governamentais restritivas ao fumo têm como objetivo a proteção da população contra os riscos advindos da exposição ao tabagismo passivo, que aumenta a chance de infarto em mais de 50% em não-fumantes, e à poluição tabágica ambiental”, ressalta o médico Gustavo Prado, diretor de assuntos científicos da SPPT.

De acordo com esse especialista, o risco de não-fumantes adoecerem por enfermidades tipicamente relacionadas ao cigarro cresce muito com a exposição à poluição tabágica ambiental. “Isso sem falar da ampliação de mais de 20% para a possibilidade de câncer de pulmão e de todas as sérias repercussões à saúde da criança exposta ao fumo dos pais”, complementa.

Segundo a OMS, 4,9 milhões de pessoas – 10 mil por dia – morrem todos os anos no mundo por consequência de doenças relacionadas ao tabaco. A previsão não é animadora e mostra que esse número pode chegar a 10 milhões por volta de 2030. No Brasil, o tabaco mata 200 mil pessoas por ano.

Fonte: Acontece Comunicação e Notícias. Press release. 28 de maio de 2009.

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