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Arteterapia pode trazer benefícios para mulheres com câncer de mama

16 de fevereiro de 2009 (Bibliomed). As mulheres que fazem tratamento com radioterapia para o câncer de mama podem ter uma significativa melhora na saúde física e mental e na qualidade de vida utilizando a arteterapia, segundo estudo da Universidade de Umea, na Suécia. De acordo com os autores, a intervenção envolve diversos materiais e expressões artísticas do paciente, com o objetivo de oferecer tempo e espaço para expressão e reflexão para a redução do estresse.

“As descobertas apóiam fortemente a arteterapia como um poderoso instrumento na reabilitação de pacientes com câncer de mama e, presumidamente, também nos cuidados de pacientes com outros tipos de câncer”, explicaram os autores no European Journal of Cancer Care.

Lidar com o estresse é um dos maiores desafios dessas mulheres após o diagnóstico de câncer de mama. E o estudo sugere que a terapia com arte poderia oferecer uma forma de essas mulheres expressarem e “processarem” suas emoções, trazendo benefícios para sua qualidade de vida.

Estudos

Para investigar o papel da terapia em pacientes com a doença, os pesquisadores avaliaram 41 mulheres que passavam pela radioterapia para o tratamento do câncer de mama. Algumas dessas voluntárias foram submetidas a cinco sessões de uma hora, uma vez por semana, de arteterapia, e completaram questionários sobre qualidade de vida e autoimagem antes de começar a radioterapia, e após dois e seis meses do início do tratamento.

Após seis meses, os especialistas notaram que aquelas que participaram da terapia apresentavam melhora na qualidade de vida, na saúde geral, saúde física e psicológica, além de melhoras específicas na imagem corporal, nas perspectivas para o futuro e uma redução nos efeitos adversos da radioterapia. Por outro lado, o grupo controle teve benefícios apenas na saúde psicológica.

Em estudos anteriores, a equipe já havia demonstrado que a arteterapia está associada à melhora na capacidade de lidar com a doença e na habilidade de lidar com outros problemas. Segundo os autores, a razão disso é que a intervenção ajuda as mulheres a manter uma identidade positiva, a lidar com a dor e a sentir mais controle sobre sua vida.

Fonte: European Journal of Cancer Care. Janeiro de 2009.

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