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Acidente vascular cerebral é a principal causa de morte em mulheres, na capital paulista

03 de março de 2008 (Bibliomed). E depois da menopausa aumenta também a incidência de infarto – um caso para cada dois homens. Para reverter esses números, mudanças simples nos hábitos de vida podem fazer a diferença

No Dia Internacional da Mulher, no próximo dia 08, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP – faz um alerta: é cada vez maior o número de mulheres jovens que morrem vítimas de doenças cardiovasculares. As principais são acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio.

O último estudo epidemiológico da cidade de São Paulo, de 2006, revela que o acidente vascular cerebral lidera as estatísticas de causa de morte entre as mulheres entre 15 e 49 anos. Não muito distante está o infarto. "O que percebemos hoje é que a mulher está mais estressada, fuma mais, se alimenta mal e quando o assunto é saúde, só se preocupa com o câncer. Na maioria dos casos, ela não faz uma prevenção primária – realização de exames preventivos –, que é indicada para quem nunca teve nenhum problema cardiovascular", revela a coordenadora do projeto SOCESP Mulher e cardiologista do InCor-SP, Walkiria Ávila.

Mas não são só as jovens precisam se preocupar. Segundo Dra. Walkiria, depois da menopausa a incidência de infartos entre as mulheres aumenta significativamente. Em média, até os 50 anos, são cerca de 5 homens infartados para cada mulher. Depois dessa idade, para cada mulher infartada são registrados dois casos entre o sexo masculino.

Por isso, atitudes simples podem reduzir muitas mortes. Estudos realizados, nos últimos 20 anos, mostram que a mulher que pára de fumar reduz em 13% o risco de doenças cardiovasculares. Aquelas que fazem dieta e controlam o colesterol diminuem esse risco em 16%.

"Um dado muito importante é que mais perigoso do que ter colesterol ruim (LDL) alto, é a mulher ter o índice de colesterol bom (HDL) muito baixo. Depois desta constatação ficou mais fácil indicar a dieta ideal para elas", explica a cardiologista. E o diabetes também é um grande vilão para o coração feminino. A taxa de mortalidade de uma diabética que teve infarto é 20 vezes maior do que de uma mulher sem o problema.

"É essencial que as mulheres encontrem tempo, entre o trabalho, os filhos e os afazeres domésticos, para cuidarem de si. Não fumar, fazer exercícios físicos e seguir uma dieta equilibrada são os três primeiros passos para uma vida saudável e feliz", completa Walkiria.

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