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Aproximadamente 1 milhão de brasileiros sofrem de artrite reumatóide – Diagnóstico precoce poderia reduzir sofrimento dos pacientes

15 de outubro de 2007 (Bibliomed). A artrite reumatóide, doença inflamatória crônica das articulações, afeta mais de 21 milhões de pessoas em todo o mundo e cerca de 1 milhão de pessoas apenas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

Essa condição é uma doença autoimune, ou seja, na qual o próprio sistema imunológico, responsável por defender o organismo, acaba atacando-o, levando a inflamações nas articulações, principalmente das mãos, pés e punhos. E ela é mais freqüente nas mulheres que nos homens – para cada três mulheres com artrite reumatóide, há um homem com a doença.

Embora seja mais comum em pessoas entre 40 e 50 anos de idade, a doença pode atingir qualquer idade, inclusive jovens e crianças. Com o nome de artrite reumatóide juvenil, ela inicia-se sempre antes dos 17 anos de idade.

De acordo a SBR, a doença afeta 1% da população e responde por 22% de todas as mortes relacionadas a artrites e demais problemas reumáticos. Além disso, a condição pode levar a deformidades irreversíveis nas articulações, à incapacidade de realizar determinados movimentos, causar complicações não articulares – fatiga, febre, e até problemas cardiovasculares e pulmonares –, além de reduzir a expectativa de vida.

E, embora não tenha cura, os especialistas alertam que quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores são as chances de controlá-la e evitar pioras na qualidade de vida dessa grande quantidade de pacientes.

"Promover a conscientização é essencial para a população, uma vez que o diagnóstico precoce pode ser decisivo para a manutenção da qualidade de vida do paciente, já que atualmente dispomos de tratamentos avançados e muito eficientes no combate à artrite reumatóide", explicou o presidente da SBR, o médico Fernando Neubarth, em release para a imprensa.

O especialista acrescenta que a doença, que também afeta 2,1 milhões de pessoas nos EUA, pode ter seus sintomas abrandados, ajudando a esses milhões de pacientes. "Hoje, já conseguimos reduzir de forma significativa o sofrimento dos pacientes e proporcionar maiores chances de remissão da doença", destacou o médico.

Reportagem: Jornalista Leandro Perché

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