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Alimentos não substituem tratamento medicamentoso contra a AIDS

24 de setembro de 2007 (Bibliomed). A cada ano, milhares de pessoas são contaminadas pelo vírus da AIDS e muitas vezes não possuem recursos para o tratamento. Em conseqüência, epidemias, como a de tuberculose, têm ganhado força, trazendo mais mazelas a população.

Um debate polêmico sobre a influência da alimentação, como um substituinte dos medicamentos contra HIV/AIDS, ocorreu entre membros da Academia de Ciência da África do Sul. A discussão surgiu devido à publicação de um artigo que sugeria que alimentos como beterrabas e alho poderiam conter a progressão da doença. Esse fato gerou muita confusão entre a população e profissionais de saúde.

Não bastassem as dúvidas, o problema desencadeado pelos resultados do debate provocou a proclamação, por alguns líderes políticos, de que os antiretrovirais, medicamentos utilizados para a terapia anti – HIV/AIDS, seriam tóxicos para a saúde e que as terapias nutricionais alternativas poderiam ser utilizadas para a cura dessa enfermidade.

Entretanto, Barry Mendelow, hematologista e um dos participantes da Academia, declarou firmemente, que não existe cientificamente nenhum estudo que comprove a eficácia de qualquer alimento ou suplemento alimentar, como uma alternativa ao tratamento medicamentoso com antiretrovirais.

Além disso, Mendelow afirmou que a alimentação seria uma terapia de suporte, e jamais um substituinte da terapia contra HIV/AIDS e tuberculose. Contudo, mais estudos sobre o impacto da nutrição sobre essas doenças deverão ser realizados, principalmente porque o trato gastrintestinal é uma das maiores barreiras contra o desenvolvimento das mesmas.

Esses mesmos pensamentos são expressos por Esté Vorster, nutricionista e diretora da Universidade de Potchefstroom, na África do Sul. Para ela, a questão da má nutrição é um agravante ainda maior na África e que, devido a isso, medidas de saúde que incorporem esse problema devam ser realizadas juntamente a estratégias para o controle do HIV/AIDS e tuberculose.

Apesar da problemática gerada com as informações, o Departamento de Saúde da África do Sul não realizou qualquer comentário a respeito do tema.

Fonte: Science NOW (August 2007)

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