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Composto Pode Prevenir Morte de Células do Coração e Cérebro

Por Todd Zwillich

WASHINGTON (Reuters Health) - Em breve, os médicos podem ter em mãos uma forma de proteger o coração e o cérebro da lesão que ocorre após um enfarte ou derrame, de acordo com resultados apresentados na quarta-feira durante o encontro da Sociedade Química Americana, em Washington DC.

Uma redução de sangue durante um enfarte ou derrame - normalmente devido a um coágulo - pode danificar células através da diminuição do suprimento de oxigênio, uma condição conhecida como isquemia. Mesmo depois do suprimento sanguíneo ser restituído, muitas células passam por um programa natural de suicídio celular e morrem.

Esta semana, pesquisadores anunciaram que estão prontos para iniciar testes em humanos com um novo composto que parece inibir uma enzima-chave em animais de laboratório com isquemia induzida.

Se for bem-sucedido, o avanço poderá, pela primeira vez, fornecer uma forma de prevenir a lesão no tecido após derrame ou enfarte.

"Temos trombolíticos para quebrar os coágulos. Entretanto, agora, não há nada para proteger as células (isquêmicas) de morrer", disse Sui Xiong Cai durante o encontro.

Cai e sua equipe de pesquisadores de uma pequena empresa chamada Maxim Pharmaceuticals desenvolveram um composto com a capacidade de inibir uma enzima conhecida como PARP.

A enzima promove o programa suicida que ocorre em células após isquemia. Os pesquisadores trataram ratos com o composto, chamado de CV1013. Depois, eles bloquearam uma artéria que normalmente fornece sangue para o cérebro e trataram os animais novamente com o CV1013 após o suprimento de sangue ser restituído.

Ao final, os animais apresentaram 45 por cento menos lesão cerebral do que ratos que receberam injeções de placebo (com substância inativa), afirmou Cai.

Outra empresa, a Guilford Pharmaceuticals, também está desenvolvendo um inibidor de PARP, chamado de GPI6150.

Em seus ensaios, os ratos que receberam o composto antes e após a isquemia apresentaram 80 por cento menos lesão no cérebro do que ratos tratados com injeções inativas.

Outra fase do estudo demonstrou uma redução de 40 por cento no tamanho da área lesada do coração de ratos tratados após um episódio isquêmico.

"Planejamos iniciar testes de fase 1 em humanos no final do ano", afirmou Jai-He Li, pesquisador da Guilford.

Os testes de fase 1 são conduzidos para garantir que um composto é seguro para uso em humanos e são realizados antes de estudos mais extensos serem desenvolvidos para determinar se um tratamento é eficaz.

Sinopse preparada por Reuters Health

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