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Mais Tecido Cerebral é Descoberto em Hospital Britânico

LONDRES (Reuters) - O hospital britânico, que está no centro do escândalo sobre remoção e estocagem de órgãos de bebês, anunciou na terça-feira que mais tecidos de crianças mortas foram retidos, superando o que se pensava originalmente.

O Hospital Alder Hey, em Merseyside, descobriu que os cerebelos de 146 crianças que morreram na instituição foram removidos e guardados separadamente para serem usados em pesquisas na Universidade de Liverpool.

A descoberta significa que um grupo de 62 pais que inicialmente receberam garantias de que nenhum órgão de seus filhos mortos foram pegos sabem agora que era mentira.

Na terça-feira o Serviço Nacional de Saúde (NHS) em Liverpool emitiu uma declaração em nome do hospital e da universidade dizendo que a descoberta aconteceu depois que a equipe do hospital completou o processo de catalogação das partes de corpos guardados na universidade.

"Como resultado deste exercício detalhado, tecidos cerebrais que não tinham sido catalogados previamente foram identificados. O tecido consiste do cerebelo (cerca de 10 por cento do cérebro) e foi guardado separadamente para ser usado em pesquisa, mas foi transportado depois com outros órgãos transferidos para o Alder Hey em junho", informou o comunicado.

"O fato de que não havia sido catalogado antes surgiu durante o exercício. A universidade e o banco de órgãos se arrependem profundamente desta situação e estão trabalhando em conjunto para tentar reduzir os males causados aos pais."

O secretário de Saúde, Alan Milburn, ordenou a abertura de um inquérito independente no ano passado, depois que surgiu o fato de que centenas de órgãos de crianças que morreram em um hospital ao noroeste da Inglaterra entre 1988 e 1995 foram removidos e guardados.

Muitos pais dizem que não deram autorização para que os órgãos dos filhos fossem retidos. O chefe do gabinete médico do governo, Liam Donaldson e o Royal College of Pathologists já emitiram novas diretrizes para a guarda de partes de corpos humanos em função do escândalo.

Sinopse preparada por Reuters Health

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