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Esquenta Debate Sobre Uso de Órgão de Porco Clonado

EDIMBURGO, Escócia (Reuters) - O debate sobre a segurança do uso de órgãos de porcos clonados para transplantes em humanos se intensificou na segunda-feira, depois que os pesquisadores escoceses criadores da ovelha Dolly disseram que consideravam suspensas as pesquisas na área.

O Instituto Roslin, em Edimburgo, também informou no mesmo dia que sua financiadora, a norte-americana Geron Bio-Med Ltd, tinha reduzido a verba para a produção de órgãos de porcos geneticamente modificados para uso em humanos.

Conforme publicado por jornais escoceses no domingo, a Geron cortou o financiamento por estar preocupada com a possibilidade de riscos para saúde do transplante de animais para humanos, especialmente a transmissão de viroses animais potencialmente fatais para humanos.

Conforme o instituto, o financiamento simplesmente foi redirecionado para outras pesquisas genéticas por razões econômicas e não pelo perigo potencial para saúde dos chamados xenotransplantes.

"Quero enfatizar que não descobrimos nada novo ou perigoso nem nada semelhante aos xenotransplantes. Qualquer decisão que tomarmos será uma questão inteiramente prática sobre onde concentrar nossos esforços de pesquisa", disse à BBC o professor Grahame Bulfield, diretor do Roslin.

Os cientistas trabalham em projetos de clonagem de porcos há dois anos para tentar fazer os receptores humanos menos suscetíveis a rejeitar os órgãos dos animais depois do transplante. Eles tentam alterar os genes dos porcos e clonar os animais modificados para serem fonte de órgãos. Algumas partes dos porcos como válvulas são usadas atualmente em áreas como transplante de coração.

As notícias prejudicaram as ações da companhia escocesa de biotecnologia PPL Therapeutics Plc que trabalhou com o Instituto Roslin na clonagem da ovelha Dolly e informou em março que tinha repetido o feito com cinco porcos.

A PPL é uma líder no campo do xenotransplante e informou que tem um programa de porcos separado do Roslin e não seria afetada pela mudança do financiamento do instituto. "Há mais trabalho a ser feito para acalmar os temores a respeito do transplante de órgãos de animais para humanos", disse Ron James, diretor administrativo da PPL.

O executivo declarou que a PPL é uma organização "extremamente responsável" e não poderia realizar testes clínicos humanos até que sejam considerados seguros e informou que a empresa não está em condições de começar os testes por quatro anos, tempo suficiente para determinar se o procedimento é arriscado ou não.

A empresa disse aos investidores que não deveriam se preocupar porque seus transplantes não estavam relacionados aos que foram realizados pelo Roslin.

Eva Hass da empresa vendedora de ações Old Mutual Securitie disse que os investidores podem ter uma super-reação ao revés no estágio inicial do projeto. "É um estágio bastante inicial e eles têm trabalhado com porcos e isto não é o que realmente a maioria dos analistas tem avaliado na companhia", disse Hass.

O principal objetivo do trabalho da PPL é o desenvolvimento de drogas produzidas a partir do leite de animais alterados geneticamente, mais que criar animais para transplantes de órgãos. Neste caso, o leite de uma ovelha clonada pode ser usado como uma forma mais barata de produzir um medicamento para combater a fibrose cística, por exemplo.

Sinopse preparada por Reuters Health

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