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Crises respiratórias atingem 16 milhões de brasileiros nessa época do ano

18 de Junho de 2003 (Bibliomed). As mudanças no clima, a umidade, a poluição e os ácaros encontrados em ambientes fechados são responsáveis por um aumento na procura a pronto-socorros para atendimento de crises respiratórias da ordem de 50% em crianças até 13 anos e 40% em adultos, segundo estudos realizados em hospitais públicos da cidade de São Paulo. De maio a agosto, 16 milhões de brasileiros sofrem com o agravamento de suas crises alérgicas, principalmente de asma (falta de ar, tosse e chiado no peito por períodos intermitentes ou até perenes) e rinite (espirros, coriza, coceira e obstrução nasal).

Segundo o professor adjunto de Pneumologia do Complexo Unifesp/SPDM, Clystenes Odyr Soares Silva, há evidências médica, do ponto de vista epidemiológico, de que os casos de alergias respiratórias têm aumentado no mundo inteiro. Além disso, está se tornando mais grave e de difícil controle, exigindo uma intervenção medicamentosa mais rigorosa e acentuada. O tratamento pode ser feito com broncodilatadores, corticóides e vacinas, sendo direcionado tanto para a fase aguda quanto para manter o paciente livre dos sintomas, mesmo sem haver cura. No Brasil, duas mil pessoas morrem por ano em conseqüência de crises de asma.

De acordo com Alfésio Braga, do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP, a mortalidade por patologias do sistema respiratório apresenta uma forte associação com a poluição atmosférica. “Existe uma controvérsia sobre se poluição causa uma predisposição alérgica no indivíduo ou se apenas agrava as crises de quem já é alérgico. Não há uma conclusão sobre isso, mas sabe-se que a exposição à poluição causa uma série de problemas no trato respiratório, promovendo processos inflamatórios”, disse Braga.

A poluição em ambientes domésticos também deve ser controlada. Os principais inimigos são produtos de limpeza, perfumes, cigarro e poeira, que é constituída por descamação da pele humana e de animais, restos de pêlos de cães e gatos, de barata e outros insetos, fungos, bactérias e ácaros, que vivem em colchões, sofás, tapetes, cortinas e bichos de pelúcia. A casa, principalmente o quarto onde o alérgico dorme, deve ser limpa com freqüência, sem vassoura nem espanador. O chão deve ser limpo com pano úmido, o local deve ser bem ventilado e exposto ao sol, os travesseiros e almofadas precisam ser encapados e a roupa de cama, trocada semanalmente.

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