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Falhas em terapias anti-Aids são alvo de estudo

02 de Abril de 2003 (Bibliomed). Estima-se que de 3% a 30% dos tratamentos contra a Aids feitos no mundo apresentam falhas porque os remédios perdem a eficácia no combate ao HIV. No Brasil, cerca de 15% das terapias anti-retrovirais não apresentam os resultados desejados. Para avaliar como se dá a resposta imune dos pacientes no momento dessas falhas, o Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) está iniciando uma pesquisa com voluntários atendidos no Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas (Ipec), da Fiocruz.

Com base nos resultados do estudo, os clínicos poderão orientar terapias mais eficazes, substituindo alguns medicamentos ou modificando a dosagem de remédios. Além disso, os médicos poderão conhecer a forma de resistência mais freqüente do tipo de vírus que mais infecta a população brasileira.

A pesquisa está em fase de seleção de pacientes. “O Ipec fará a seleção e enviará as amostras de sangue. A cada três meses, avaliaremos a resposta dos pacientes à terapia. Nosso objetivo é acompanhar 20 indivíduos que apresentam resposta positiva e 20 que apresentam falhas, para fazermos uma análise comparativa”, explicou Vera Bongertz, do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular.

Considera-se positivo um tratamento anti-HIV quando a quantidade de vírus por mililitro de sangue (carga viral) é reduzida até atingir níveis indetectáveis através dos métodos de quantificação mais sensíveis. Já a falha terapêutica ocorre quando a carga viral e/ou o grau de comprometimento do sistema de defesa do paciente voltam a subir. “Os pacientes que têm essas falhas não voltam aos mesmos níveis de carga viral que eles tinham antes do tratamento. Isso significa que eles apresentam uma certa proteção. Vamos avaliar porque há essa proteção e como fazer para aumentá-la”, explicou Vera.

Para determinar qual dos remédios se tornou ineficiente, é necessário fazer uma caracterização genotípica do vírus. A importância dessa análise é fundamental na orientação do tratamento. Com os resultados, o médico pode reorientar a terapia de maneira mais eficiente, substituindo apenas a droga que se tornou ineficaz. Essa medida pode ajudar na redução de gastos com medicamentos e na eliminação de efeitos colaterais desnecessários para o paciente.

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