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Fiocruz pesquisa nova vacina contra leishmaniose

05 de Março de 2003 (Bibliomed). Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) estão pesquisando uma nova vacina contra a leishmaniose, segunda causa de morte entre as doenças parasitárias. Estima-se que ocorram cerca de dois milhões de casos novos de leishmaniose no mundo a cada ano. No Brasil, foram registrados 30.550 casos em 1999, a maioria na Região Norte. A doença está presente em todos os estados brasileiros e acomete principalmente as populações rurais, mas está se dirigindo rapidamente para os centros urbanos.

A futura vacina poderia agir tanto contra a leishmaniose tegumentar (que causa lesões na pele) quanto contra a visceral (ou calazar, que atinge órgãos como fígado e baço e é mais letal). “Com a pesquisa ainda em andamento, podemos dizer que os antígenos são capazes de induzir respostas em células humanas. Temos de fazer o detalhamento dessa resposta identificando as células envolvidas e as citocinas, mediadores químicos da resposta imune”, explicou o pesquisador Sergio Mendonça.

Três proteínas do protozoário Leishmania amazonensis que demonstraram capacidade de estimular imunidade protetora em condições experimentais estão sendo testadas em três tipos de vacinas. Ele já serviu para o desenvolvimento de uma vacina de primeira geração (produzida a partir de parasitas mortos e de difícil padronização) com eficácia protetora estimada em 50%. Agora, os pesquisadores estão tentando desenvolver vacinas recombinantes (engenharia genética) contra a leishmaniose.

Três tipos de protótipos vacinais estão sendo desenvolvidos. O primeiro tipo compreende proteínas recombinantes produzidas em Escherichia coli, através da utilização de um vetor (plasmídeo) que expressa o gene de Leishmania no interior da bactéria; o segundo tipo é a utilização do bacilo Calmette-Guérin (BCG) transformado com gene de Leishmania; e o último é representado por plasmídeos de expressão das proteínas em células animais (ou vacinas de DNA).

As vacinas serão testadas em camundongos. Ao mesmo tempo, ensaios in vitro com células de pacientes e de indivíduos imunizados com a vacina de primeira geração serão realizados com as proteínas recombinantes. Com isso, os pesquisadores querem descobrir as características das respostas de células humanas a esses antígenos.

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