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Carência de vitamina A pode prejudicar desenvolvimento de bebê

25 de Fevereiro de 2003 (Bibliomed). Um estudo realizado na Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que 22% das 241 mulheres que haviam acabado de dar à luz apresentaram carência de vitamina A, problema que pode ser transferido para o recém-nascido. Destas mulheres, apenas 2% tinha renda familiar inferior ou igual a um salário mínimo, o que indica que o problema não depende do fator sócio-econômico da população, mas da ingestão inadequada do nutriente.

A carência de vitamina A é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema de saúde pública em mais de 100 países. De acordo com a nutricionista Manuela Dolinsky, que defendeu recentemente sua tese de doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), faltam medidas efetivas para combater o problema, como a inclusão da suplementação do nutriente durante a gestação e investimentos em programas de educação nutricional para incentivar o consumo de alimentos ricos em vitamina A. “O baixo consumo desses alimentos está mais relacionado a questões culturais, falta de informação e hábitos alimentares”, defendeu a nutricionista.

Manuela lembra que vários estudos apontam uma diminuição dos níveis de vitamina A ao longo da gestação, especialmente no último trimestre, e ressalta a necessidade de incorporar na rotina da assistência pré-natal o diagnóstico precoce da carência de vitamina A, fundamental para importantes processos biológicos como reprodução, crescimento, desenvolvimento ósseo e celular e funcionamento adequado do sistema imunológico, além de ser essencial para a visão. Sua deficiência pode levar à cegueira parcial ou irreversível e aumentar os riscos de infecções e mortes na infância.

A OMS estima que as manifestações clínicas da carência afetem de cinco a dez milhões de crianças por ano, e que o estágio no qual ainda não há sinais clínicos do problema, apesar de já causar riscos para a saúde e sobrevivência infantil, atinja cerca de 230 milhões de crianças e resulte em até 500 mil novos casos de cegueira irreversível por ano.

As maiores fontes de vitamina A são alimentos de origem animal, principalmente o fígado. Também está presente em folhas verde-escuras (rúcula, espinafre, acelga) e frutas e verduras alaranjadas (cenoura, manga, abóbora).

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