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Taxa de mortalidade materna cai 28% em 2002

24 de Dezembro de 2002 (Bibliomed). Pesquisa realizada em todas as capitais brasileiras pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) indicou que a taxa de mortalidade materna caiu cerca de 28%. No ano passado, de cada cem mil nascidos vivos, havia 71 óbitos de mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto. A estimativa é que esse número tenha diminuído para 50 neste ano. A pesquisa foi financiada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e foi divulgada no último dia 19 pelo ministro Barjas Negri.

Mais do que uma estatística, o óbito materno é um importante indicador da qualidade de vida e da realidade social de um país, bem como da determinação política em ações de saúde coletiva. O número de mortes ainda é subnotificado por causa de fatores como a existência de cemitérios clandestinos, a dificuldade de acesso aos cartórios e o preenchimento inadequado do atestado de óbito. Ao entrevistar familiares das vítimas e investigar prontuários médicos, a pesquisa fez com que os dados se aproximem mais da realidade. Segundo o estudo, o número de mulheres que morrem por causas maternas é 62% maior do que o verificado nos atestados de óbito.

Aproximadamente 3,2 milhões de brasileiras engravidam anualmente. Considerando-se que no Brasil 65% das mortes maternas ocorrem no momento do parto, o Ministério da Saúde passou a limitar o número de cesarianas, que oferece risco de morte cinco vezes maior do que o parto normal. Hoje, de cada cem partos, 25 são cesáreas, contra 33 registrados em 1997. Outra medida foi passar a pagar a anestesia no parto normal e aumentar em 160% do valor pago pelo Sistema Único de Saúde para todos os partos, além de criar um projeto de especialização para enfermeiras obstétricas, formando 1,1 mil novos profissionais. Em 2000, foi criado o Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento, que estipula que a gestante tenha pelo menos seis consultas antes e uma após o parto, além de todos os exames básicos e uma vaga na maternidade. O município recebe como incentivo R$ 50 e o hospital R$ 40 por gestante que tenha efetivamente realizado as ações previstas.

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