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As crianças não devem usar telefones celulares, segundo informe oficial

LONDRES, 11 mai (AFP) - A utilização de telefones celulares pelas crianças deve ser desaconselhada, mas as transmissões destes aparelhos não colocam em perigo a saúde dos britânicos no geral, segundo um informe oficial divulgado esta quinta-feira.

"A utilização generalizada dos telefones celulares por parte das crianças para ligações não-essenciais deve ser desaconselhada", segundo este informe muito esperado, já que cerca de um quarto dos 24 milhões de usuários de celulares na Grã-Bretanha tem menos de 18 anos.

"O balanço dos elementos disponíveis não sugere que as transmissões de celulares e as bases de transmissões coloquem em perigo a o população britânica", afirma o texto.

"No entanto, o bem-estar de algumas pessoas pode ser negativamente afetado pelo impacto ambiental das bases repetidoras instaladas perto das casas, escolas e outros edifícios", acrescenta o informe.

"Existem atualmente dados científicos preliminares que demonstram que a exposição a radiações provocadas pelas freqüências de rádio podem ter efeitos sutis sobre as funções biológicas, inclusive o cérebro", acrescenta o informe.

"Isto não significa necessariamente que a saúde se veja afetada, mas não é possível dizer que a exposição a radiações ligadas às freqüências de rádio, inclusive a níveis inferiores às normas nacionais, careça por completo de efeitos adversos sobre a saúde", según el documento.

O chefe da pesquisa lançada em março de 1999, que realizou este documento, William Stewart, havia declarado à BBC, antes da publicação do texto, que não aconselhara seus netos a usar celulares.

"Globalmente, os resultados demonstram que as tecnologias dos celulares não têm efeitos negativos sobre a população do Reino Unido no geral", acrescentou.

"Mas alguns resultados provisórios, e insisto que são resultados muito provisórios, demonstram que as transmissões de celulares podem provocar, em alguns casos, sutis modificações biológicas", acrescentou.

"Isso não quer dizer que esses efeitos provocam enfermidades e insisto nesse ponto, mas se trata de uma nova tecnologia e recomendamos no informe que deve ser publicado a adoção uma atitude prudente até que contemos com mais informações", disse o cientista

Após a publicação deste informe, o Governo britânico prometeu consagrar "milhões de libras esterlinas" a novas pesquisas sobre os perigos do celular para a saúde e publicar um folheto advertindo sobre estes riscos.

Agence France-Presse

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