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Mortalidade por Aids é maior em mulheres

20 de Setembro de 2002 (Bibliomed). A Aids está matando mais mulheres que homens em São Paulo. Isso pode ser explicado em parte pelo fato de as mulheres portadoras do vírus HIV prejudicarem o acompanhamento médico para dedicar atenção à família e às suas tarefas. "Elas estariam cuidando da família, dos filhos e deixando a saúde em último lugar", explicou a médica, especialista em epidemiologia, Norma Suely de Oliveira Farias, autora do estudo "Mortalidade por Aids e condições socioeconômicas no Município de S. Paulo, 1994-1999", defendido na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP em junho deste ano.

No estudo, a médica observou que a queda no coeficiente de mortalidade por Aids em mulheres é menor do que a referente a dos homens no município de São Paulo, independentemente da área geográfica de residência, rica ou pobre. Segundo Norma, essas observações podem ser confirmadas por estudos qualitativos realizados em outros lugares do mundo e por avaliações desenvolvidas pelo Programa Estadual de Aids de São Paulo sobre a mulher.

O estudo também mostrou que fatores socioeconômicos estão relacionados com a mortalidade pela doença da população na Capital Paulista. O período de análise foi de 1994 a 1999, mas a pesquisadora concentrou seus esforços no momento posterior à introdução dos antivirais, em 1996, por todo o país. "Esperávamos que, a partir dessa data, os coeficientes sobre mortalidade da doença caíssem em igual proporção em áreas geográficas chamadas de inclusão, que oferece melhor qualidade de vida, e nas de exclusão, de modo geral menos favorecidas, uma vez que a cobertura ao tratamento é universal qualquer que seja a área da cidade. Mas isso não aconteceu", disse.

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