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Exame ajuda no diagnóstico da apnéia

23 de Agosto de 2002 (Bibliomed). Ronco, sono não-repousante, sonolência diurna excessiva, diminuição da memória e dificuldades de concentração são os sintomas mais freqüentes da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, mal que atinge aproximadamente 40% da população. Vários fatores podem levar à obstrução das vias aéreas superiores – como peso, altura, idade, sexo, anatomia esquelética e dos tecidos moles –, o que dificulta tanto o diagnóstico como a indicação do melhor tratamento. Nos casos considerados mais leves, bastam algumas mudanças comportamentais para minimizar o problema, mas em outros casos é necessária intervenção cirúrgica.

Na dissertação de mestrado "Estudo cefalométrico em pacientes com distúrbios ventilatórios obstrutivos do sono", apresentada este ano junto à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (SP), a cirurgiã bucomaxilofacial Ana Célia Faria sugeriu a aplicação do estudo cefalométrico como complementação dos exames para detecção da apnéia, que pode provocar mais de 30 paradas respiratórias por hora de sono. Para fundamentar seu trabalho, a médica realizou uma pesquisa com 46 pacientes do sexo masculino.

A cefalometria consiste em uma telerradiografia de perfil, com a sobreposição de uma folha de papel acetato, em que se copiam as estruturas anatômicas e traça-se um desenho anatomo-radiográfico com pontos, linhas, planos, ângulos e medidas cefalométricas. Esse tipo de estudo já é tradicionalmente utilizado na odontologia para planejar a colocação de aparelhos ortodônticos. Por ser um método simples, permite estudar o posicionamento das partes ósseas (maxila, mandíbula e osso hióide) e de tecidos moles (palato mole, raiz lingual e parede posterior da faringe) que possam estar contribuindo para a obstrução das vias aéreas superiores. "Considerando tais medidas em conjunto com os outros exames obrigatórios, como a polissonografia e a nasofibroscopia, é possível planejar um tratamento efetivo", defendeu.

Os pacientes acometidos pela apnéia obstrutiva mostram acentuada queda em sua qualidade de vida. Elas apresentam deficiências na atenção, motivação e memória, que podem evoluir para depressão, além de riscos de hipertensão arterial, arritmia cardíaca, hipertensão pulmonar, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.

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