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Aprenda a se prevenir contra as alergias

22 de Maio de 2002 (Bibliomed). Sábado é o Dia Nacional de Prevenção da Alergia. Muita gente não sabe, mas a doença pode levar à morte. A maior preocupação dos especialistas é com a asma brônquica. No Brasil, uma em cada quatro crianças entre 6 e 14 anos sofre com a doença. Para 85% delas, a crise asmática é disparada por fatores alérgicos.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia em Minas Gerais, Ataualpa Pereira dos Reis, os casos mais graves de asma brônquica geram 350 mil internações por ano e gastos da ordem de R$ 76 milhões para o Sistema Único de Saúde – segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, em 1996.

Nos últimos 30 anos, a mortalidade pela doença dobrou em todo o País. Essas perdas poderiam ser minimizadas com o uso de medicamentos que evitam o agravamento da asma e a ocorrência das crises, além de cuidados simples – mas fundamentais – com a higiene doméstica.

As alergias resultam de uma combinação da bagagem genética individual, que torna o organismo de algumas pessoas mais sensível, com fatores agressivos presentes no ambiente, chamados alérgenos. Os mais comuns estão dentro do próprio domicílio, alerta Reis. São os ácaros encontrados na poeira, restos e fezes de baratas, mofo, pêlos de animais domésticos, fumaça de cigarro, pólen e esporos de fungos, além de certos alimentos, medicamentos e produtos químicos.

Quando uma pessoa alérgica entra em contato com algum desses agentes, seu sistema de defesa reage de forma exagerada, produzindo os sintomas desconfortáveis das alergias. Nesta época do ano, as mudanças do clima favorecem as crises respiratórias – a asma, inclusive.

O tempo mais seco diminui as secreções e as defesas que guardam as vias aéreas, deixando-as mais vulneráveis aos agentes que desencadeiam as alergias. O frio e o fenômeno das inversões térmicas também dificultam a dispersão dos poluentes do ar, outro fator agressivo para os alérgicos.

Além disso, as pessoas tendem a passar mais tempo em locais fechados e com maior aglomeração, o que facilita o contato com os alérgenos.

Os sintomas mais freqüentes das alergias respiratórias incluem espirros constantes, coriza, sensação de nariz entupido ou de "cabeça pesada", coceira nos olhos, no nariz, no céu da boca e na garganta. Já nas crises de asma, os pacientes têm "chiado", tosse, falta de ar, sensação de "aperto" no peito e cansaço. O incômodo é maior sobretudo à noite ou ao acordar e tende a piorar com esforço físico.

Aprenda a se prevenir

· Mantenha os ambientes secos e abertos, permitindo a circulação do ar e a entrada dos raios de sol, capazes de destruir os ácaros;

· Incentive as crianças a brincar ao ar livre, agasalhando-as no tempo de frio;

· Encape colchões, travesseiros e almofadas com plástico ou tecidos impermeáveis;

· Troque a roupa de cama pelo menos uma vez por semana, lavando-a em água morna;

· Prefira cobertores antialérgicos, lavando-os regularmente e deixando ao sol para secar;

· Evite plantas, animais de estimação, bichinhos de pelúcia, tapetes ou carpetes, livros e brinquedos acumulados no quarto das crianças;

· Retire as cortinas ou use aquelas de tecido sintético, mais finas, curtas e presas por argolas para facilitar a remoção e a lavagem a cada 15 dias;

· Aplique produtos antimofo e acaricidas em carpetes, frestas e cantos dos móveis;

· Não use inseticidas em spray nem espiral;

· Não fume dentro de casa, perto de crianças ou mesmo de adultos alérgicos.

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