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Confirmado o quarto caso de hantavirose em Minas Gerais

16 de Maio de 2002 (Bibliomed). A Secretaria de Estado de Saúde confirmou, nesta semana, o quarto caso de hantavirose em Minas Gerais desde janeiro. A vítima é O.S.S.T, de 34 anos, morador de Passos, no Sudoeste do Estado. Ele obteve resultado positivo para hantavírus pelo exame Elisa, realizado no laboratório Adolfo Lutz, em São Paulo. Segundo a Superintendência de Epidemiologia, O.S.S.T está internado e seu quadro de saúde evolui para a cura.

A hantavirose é uma doença infecto-contagiosa grave, transmitida, principalmente, por inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores silvestres. Os principais sintomas são febre, dores musculares e no abdômen, vômitos, cefaléia, tosse e, nos casos mais graves, insuficiência respiratória. A taxa de letalidade da doença é alta. Cerca de metade das pessoas infectadas morre. As chances de cura aumentam quanto mais rápido for diagnosticada a hantavirose.

O primeiro caso de hantavirose foi registrado em Minas Gerais em 1998. De lá pra cá, 24 pessoas foram contaminadas, a maioria delas em áreas rurais de Uberaba e Uberlândia, no Triângulo. De acordo com a Superintendência de Epidemiologia, sete em cada dez vítimas da doença são homens entre 20 e 30 anos, que trabalham no campo, com maiores chances de contato com roedores silvestres. Este ano, a hantavirose já matou uma pessoa no Estado.

A equipe de Vigilância Epidemiológica da SES está investigando o caso. Será feito um inquérito soroepidemiológico nos prováveis locais de infecção, que consiste em coletar sangue de moradores da região de Passos para análise. O objetivo é encontrar algum caso assintomático da hantavirose e, a partir daí, descobrir por onde está circulando o vírus da doença. Segundo especialistas, algumas pessoas com hantavirose não apresentam sintomas porque criam mecanismos de defesa suficientes para combatê-los.

Depois de encontrar a região onde o hantavírus circula, os técnicos de saúde farão um diagnóstico ecológico, para identificar que tipo de roedor transmitiu a doença. De acordo com a Superintendência de Epidemiologia, nos últimos casos notificados em Minas Gerais, o transmissor foi o rato silvestre da espécie Bolonis lasiurus.

A hantavirose apareceu no Brasil em 1993. Há três anos, foi incluída na lista de doenças de notificação compulsória, com grande impacto na saúde pública. Não existe vacina contra a doença. O tratamento é feito a base de soros e medicamentos. Para evitar a hantavirose, o melhor é manter os ambientes limpos e arejados. Se algum local ficar fechado por muito tempo, use água sanitária na limpeza.

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