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Brasil é o terceiro país com maior número de trabalhos a serem apresentados na conferência mundial de Aids

02 de Maio de 2002 (Bibliomed). O Brasil é o terceiro país com maior número de trabalhos científicos selecionados para apresentação durante a XIV Conferência Internacional de Aids, que será realizada em Barcelona (Espanha), entre os dias 7 e 12 de julho deste ano. O comitê organizador da conferência aprovou 10.441 trabalhos produzidos em 143 nações. Os Estados Unidos apresentarão o maior volume de pesquisas (2.287), seguidos da Índia (895) e do Brasil, com 799 trabalhos.

O tema da conferência 2002 é "Conhecimento e Compromisso para a Ação". O governo brasileiro, através da Coordenação Nacional de DST-Aids vai destacar a necessidade de maior aporte de investimentos em pesquisas de desenvolvimento de vacinas. Também defenderá o socorro aos países pobres com aporte de recursos do Fundo Global.

A experiência nacional em relação a trabalhos de prevenção e de assistência ao portador do vírus HIV, em parceria com organizações não-governamentais e segmentos da sociedade civil serão mostrados aos participantes da conferência. O governo pretende reforçar a importância do envolvimento da sociedade na questão da epidemia mundial e coordenará um grupo de países que defenderá a destinação de cerca de 30% dos financiamentos internacionais ao combate à doença para programas executados por organizações não-governamentais.

A cada dois anos, representantes de diversos países participam da Conferência Internacional de Aids. Nas últimas três edições, o Brasil destacou-se na definição de estratégias mundiais para o controle da epidemia. Em 1996, em Vancouver (Canadá), pesquisadores e técnicos do governo informaram sobre a adoção da terapia associada dos anti-retrovirais que passaria a ser distribuída para toda a população cadastrada nos programas estaduais.

Em 1998, em Genebra, o Brasil reforçou a necessidade de distribuição de medicamentos e do acesso universal gratuito para todo portador do vírus HIV. Dois anos mais tarde, em Durban (África do Sul), um tema polêmico tornou-se centro dos debates. O Brasil anunciou sua intenção de repassar a tecnologia para produção de medicamentos genéricos de Aids para os países em desenvolvimento.

niciava-se o debate mundial sobre a questão das patentes e o abuso de preços praticado pela indústria farmacêutica. Este ano, técnicos da coordenação de DST-Aids do Ministério da Saúde têm a missão de colocar em pauta o debate que diz respeito à defesa dos direitos humanos de pessoas que convivem com o vírus HIV e com Aids.

Entre os eventos paralelos, o de maior destaque será promovido pela Internacional Aids Vaccine Initiatiave (IAVI). Integrantes do Comitê Brasileiro de Vacinas e do Conselho Nacional de Aids (Cnaids) mostrarão os avanços das pesquisas no país.

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