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Bebida alcoólica pode ser proibida em vôos nacionais

02 de Abril de 2002 (Bibliomed). Quem utiliza bebida alcoólica para espantar o medo de viajar de avião vai ter que encontrar uma nova maneira de relaxar após entrar em uma aeronave. As comissões permanentes da Câmara dos Deputados, em Brasília, vão analisar o conteúdo do projeto de lei (PL 6206/02), de autoria do deputado Lincoln Portela (PSL-MG), que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas, fermentadas ou destiladas, em aeronaves, ônibus e demais veículos de transporte coletivo de passageiros no território nacional.

De acordo com o conteúdo da proposta, a proibição será aplicada tanto em relação a bebidas servidas pela empresa prestadora do serviço de transporte quanto ao produto eventualmente conduzido pelos próprios passageiros. A legislação atual que determina restrições de consumo de produtos durante viagens em meios de transporte coletivo (Lei 9294/96) proíbe apenas a utilização de tabaco em vôos e viagens no território nacional.

Na opinião do deputado Lincoln Portela, a restrição deve acontecer pelo fato do uso do álcool, principalmente em ônibus e aviões, ser responsável por incidentes que causam constrangimento aos demais passageiros e podem até colocar em risco a segurança da viagem.

Segundo Lincoln Portela, passageiros que se embriagam no decorrer da viagem agem de maneira desrespeitosa e desagradável. Além de evitar constrangimento, a proibição da ingestão de bebidas alcoólicas durante viagens pode garantir também maior reflexo dos passageiros, se necessário, em caso de acidentes.

Os efeitos do álcool no organismo são bastante conhecidos. A substância, levada pelo sangue, atinge o hipotálamo, pequeno órgão do cérebro que controla emoções, impulsos e equilíbrio. Em um primeiro momento, o álcool é estimulante. A pessoa que faz uso de bebidas alcoólicas fica pouco inibida e normalmente eufórica.

Após um período de ingestão contínua, ocorre a chamada fase depressora. A partir desse momento, surge o cansaço e a prostração. A pessoa tem diminuída sua capacidade de julgamento. A substância também causa prejuízo dos reflexos, da atenção e da coordenação motora. Pode haver alterações de memória e do estado de humor.

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