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Cientista defende idéias de Darwin para descobrir formas de vencer o HIV

Belo Horizonte, 18 de Março de 2002 (Bibliomed). O cientista britânico Steve Jones, da University College de Londres, sugeriu na semana passada que os pesquisadores adotem as idéias de Charles Darwin para descobrir a cura da Aids e de outras doenças. Jones acredita que um estudo do código genético e da origem do vírus HIV pode trazer respostas interessantes sobre a doença. Assim como Darwin comparou as espécies e a anatomia de diversos animais, Jones orienta que os pesquisadores façam o mesmo com os vários subtipos do vírus existentes na atualidade. Na Rússia, há quatro subtipos. Em países como o Brasil, a África e os Estados Unidos já foram identificados seis subtipos. A partir de mutações sofridas ao longo dos anos, os vírus têm se mostrado mais resistentes aos tratamentos ou mais lentos em sua manifestação no organismo. Jones afirma que a compreensão desse processo de mutação vai ajudar no desenvolvimento de tratamentos contra todas as variações do HIV.

O cientista acredita que entender a evolução do HIV e descobrir a relação entre o HIV e a versão animal do vírus (o SIV), que infecta macacos, será fundamental para entender a doença. Jones lembra que o HIV arrasa o sistema de defesa do organismo humano. No entanto, o SIV provoca nos macacos um problema semelhante a um resfriado. “Com a evolução, os macacos desenvolveram ao longo dos anos a resistência ao vírus. Já sabemos, a partir de estudos norte-americanos e europeus, que há pessoas imunes ao HIV.

Entender esses processos é muito importante”, afirma. Jones acredita até mesmo que a seleção natural, daqui a milhões de anos, vai se encarregar de pôr um fim ao avanço do HIV. Atualmente, um oitavo da população mundial é portadora do HIV. Em regiões como a África, os índices da doença são alarmantes, reduzindo a expectativa de vida aos 30 anos.

Outra boa notícia para os portadores do HIV que já desenvolveram a Aids foi divulgada durante uma jornada sobre homeopatia na França. O Hospital Hotel-Dieu, em Lion, na França, defende o uso de produtos homeopáticos em tratamentos complementares de pacientes com Aids e hepatite C. Em um estudo feito pela instituição entre janeiro de 1999 e setembro de 2000, 22 portadores do HIV e 53 pessoas com hepatite C foram acompanhados. As conclusões do estudo mostraram que os produtos homeopáticos são capazes de minimizar os efeitos secundários de algumas substâncias convencionais usadas no tratamento das duas doenças.

Os benefícios da homeopatia foram constatados no que diz respeito às diarréias, insônias, depressões e irritabilidades dos pacientes. A vantagem do tratamento complementar com produtos homeopáticos está no fato de que esses medicamentos não interferem na ação das substâncias convencionais, além de promover a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Os produtos homeopáticos utilizam no tratamento os próprios agentes causadores das doenças, porém, em doses muito reduzidas.

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