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Megacidades de diversas partes do mundo formam rede para ajudar no combate à Aids

Belo Horizonte, 06 de Março de 2002 (Bibliomed). Uma rede mundial foi criada para auxiliar no combate à Aids em grandes centros urbanos. A "Megacities Network", como foi batizada, possui representantes de Pequim, Nova York, Johannesburgo, Bombaim, Lagos, Bangcoc, Buenos Aires, Cidade do México, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, cidades que concentram mais de 80 milhões de pessoas.

Participaram do seminário "São Paulo discute Aids nas Grandes Cidades" definiram a criação de uma rede com objetivo de intensificar a comunicação e a colaboração na luta contra a Aids. O coordenador do programa municipal de DST/Aids de São Paulo, Fábio Mesquita, que idealizou o evento com o apoio da Coordenação Nacional de DST/Aids, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS-UNAIDS e da Unesco, acredita que a rede será importante instrumento de pressão política, coalizão, força e que terá um efeito adicional ao trabalho focalizado de cada cidade.

Os participantes destacaram semelhanças e diferenças em relação às epidemias de Aids presentes nas suas cidades. Entre os pontos similares estão: grande população onde boa parte vive na pobreza; comportamento sexual de alto risco; tráfico de entorpecentes intenso, com elevado consumo de drogas injetáveis; alto nível de migração; crescimento desordenado das cidades; violência estrutural; diversidade étnica, cultural e de idioma que dificulta o controle das epidemias, além de recursos insuficientes para eliminar o problema.

Mais do que desenvolver uma rede de megacidades, os representantes das cidades pretendem trocar idéias e experiências sobre as estratégias de trabalho entre as cidades; desenvolver modelos de controle de epidemia que possam ser copiados e adaptados; identificar os problemas mais críticos e as prioridades comuns a todas as megacidades; negociar parâmetros étnicos e de pesquisas apropriados e direcionados para os problemas das megacidades; sensibilizar fundos de agências internacionais e governamentais para viabilizar as estratégias e o suprimento das necessidades estabelecidas em determinadas localidades; negociar acessibilidade universal às terapias realmente eficazes e de qualidade para todas as pessoas que vivem com o vírus HIV ou com a doença e ainda incentivar o desenvolvimento de vacinas contra todas as variações e subtipos do HIV.

A representante da África do Sul, Meisie Lerutle, informou que em Johannesburgo, que tem cerca de 2,8 milhões de habitantes, existem preservativos disponíveis gratuitamente em locais públicos e não há constrangimentos para pegá-los. Essa medida tem contribuído para conter a epidemia. Os principais alvos das campanhas de educação e prevenção são os jovens. "Conseguimos estabilizar a epidemia entre os adolescentes na faixa dos 20 anos", disse.

Em Bangcoc, com cerca de 9,5 milhões de habitantes, houve uma expansão da epidemia de Aids pelo uso de drogas injetáveis e pelas relações com profissionais do sexo sem preservativos.

Em Buenos Aires, com cerca de 2,7 milhões de pessoas, diante da crise dos últimos meses, uma das dificuldades tem sido garantir os medicamentos anti-retrovirais para os pacientes. A troca de experiência e auxilio mútuo já rendeu frutos. Um acordo com Fundação Oswaldo Cruz, do Brasil, vai ajudar nessa questão.

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