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Coordenação de DST/Aids discute a doença e a prostituição e define prazo para financiamento e divulgação de projetos

Belo Horizonte, 06 de Março de 2002 (Bibliomed). Profissionais do sexo de diversas localidades do Brasil e técnicos das coordenações estaduais e municipais de DST/Aids estarão reunidos em Brasília, de hoje até a próxima sexta-feira, para discutir e definir novas estratégias de prevenção para esse grupo. Durante o evento, que recebe o nome de Seminário Nacional Aids e Prostituição, a Coordenação Nacional de DST/Aids vai apresentar os dados de uma ampla pesquisa feita ao longo do ano passado com profissionais do sexo de diferentes partes do Brasil.

Conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília, o estudo analisa as práticas sexuais de risco dos profissionais e de seus clientes; a auto-estima das pessoas que vivem da prostituição; preços médios cobrados no País; acesso aos serviços públicos de saúde; preconceito e perigos da profissão e ainda a prevalência de contaminação por HIV nesse segmento da população.

Uma campanha nacional de prevenção terá início a partir desse encontro, com ênfase no desenvolvimento da auto-estima desses profissionais e será veiculada no rádio e nos locais de prostituição. Folhetos educativos serão distribuídos com informações sobre práticas seguras de sexo; doenças que podem ser transmitidas durante relações sexuais sem o uso do preservativo e dados sobre direitos humanos.

Também este mês a Coordenação Nacional de DST/Aids finaliza o cadastramento de cientistas e instituições que desenvolvem pesquisas sobre vacinas contra a Aids. O prazo máximo foi marcado para o dia 15 de março. O Ministério da Saúde quer receber informações sobre as pesquisas que estão em andamento no País para publicar nomes e endereços das instituições de pesquisa e dos pesquisadores brasileiros envolvidos nesse campo de pesquisa. A intenção é facilitar a troca de experiências entre instituições que estiverem fazendo pesquisas similares.

As informações podem ajudar a firmar parcerias com instituições estrangeiras, buscar financiamentos externos e promover debates científicos que propiciem o avanço dos estudos brasileiros na área de vacinas contra a doença. Outro prazo com data próxima é para o envio de projetos à sede do Fundo Global de Combate à Aids, malária e tuberculose, em Genebra, para obtenção de recursos. Os trabalhos aprovados começam a receber verbas no mês de maio. Criado no final do ano passado, o fundo arrecadou aproximadamente US$ 1,9 bilhão para investir em pesquisas. Um comitê formado por 17 técnicos de todo o mundo vai avaliar as propostas voltadas para o combate dessas doenças.

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