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Forças Armadas começam combate à dengue no Rio em Março

Belo Horizonte, 27 de Fevereiro de 2002 (Bibliomed). A partir do início do próximo mês, Exército, Marinha e também a Aeronáutica vão reunir esforços para combater o mosquito Aedes aegypti no Rio de Janeiro. Trata-se de uma megaoperação contra a dengue. O Ministério da Defesa também avalia a possibilidade de usar aviões da Força Aérea para fazer o transporte de pessoal e de equipamentos que serão utilizados na operação contra o mosquito.

Esse é mais um reforço à ostensiva lançada pelo Ministério da Saúde, que ainda não conseguiu controlar a epidemia no Rio. Os militares ainda estão sendo treinados e a intenção do ministério é que eles atuem como agentes de saúde visitando domicílios a procura de focos do agente transmissor.

Outra participação do exército irá acontecer na realização de exames de dengue. A Marinha, por sua vez, fica encarregada de oferecer leitos para os doentes em um de seus hospitais.

Além das Forças Armadas, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) conseguiu o apoio da organização não-governamental Viva Rio, que está convocando voluntários para fazer o combate à dengue. Desde a última segunda-feira, cinco mil bombeiros estão participando do trabalho de controle do mosquito.

No início da semana, o ministro da Saúde, Barjas Negri, também declarou guerra contra a dengue. Ele disse que a decisão de dar ênfase ao combate à doença foi tomada em reuniões com secretários de Saúde de todo o País.

Até o início da semana, o balanço das secretarias de saúde do Rio de Janeiro contabilizava cerca de 25 mil casos de dengue no estado. Destes, mais de 10 mil foram registrados na cidade do Rio. Desde o início do ano, 14 pessoas já morreram, vítimas da doença.

Em São Paulo, onde a situação também é crítica, também está sendo cogitada a participação do Exército no controle da doença. Um grupo de 200 homens vai ajudar nas visitas a locais denunciados pela população.

A média diária de testes de dengue na região metropolitana de São Paulo enviados para o Instituto Adolfo Lutz saltou de dois para 250 nos últimos três meses. Pelas estimativas do diretor-geral do órgão, Cristiano Marques, o número de testes feitos para pacientes de todo o estado passou de 100 para 500, no mesmo período.

A situação faz com que especialistas fiquem descrentes com relação ao controle da doença. O epidemiologista Eduardo Costa, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, disse que a Baixada Santista e o interior de São Paulo são áreas que reúnem condições para uma epidemia explosiva de dengue. O especialista ressalta que a desorganização no combate à epidemia é o mais preocupante.

A solução, segundo ele, seria deixar o controle das ações a cargo da Defesa Civil Estadual. Ele considera que de nada adianta a chegada das equipes das Forças Armadas e de voluntários se eles não estiverem sob o mesmo comando.

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